VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

PCPR indicia pai por tortura após agressão contra filha em Francisco Beltrão

Fachada da delegacia da Polícia Civil do Paraná
Investigação da Polícia Civil do Paraná aponta tortura e agressões sistemáticas contra crianças em Francisco Beltrão.

Homem que chutou criança de 3 anos responderá por tortura e lesão corporal. Investigação aponta histórico de castigos cruéis contra enteado.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) formalizou nesta segunda-feira, 13/07/2026, o indiciamento do homem flagrado por câmeras de segurança ao chutar o rosto da própria filha, de 3 anos, em Francisco Beltrão. A decisão da autoridade policial fundamenta-se na gravidade das agressões e na proteção imediata das vítimas, sendo que o suspeito, que já cumpre prisão preventiva, responderá por lesão corporal no contexto de violência doméstica e tortura.

O impacto da violência infantil

O caso, que gerou comoção nacional, expõe uma rotina de sofrimento imposta às crianças. Em depoimento, o agressor admitiu o ato, justificando-o pelo comportamento da menina, apesar de alegar lapsos de memória. Além da agressão filmada em espaço público, o delegado Ricardo Moraes aponta que a criança e o enteado do suspeito viviam em constante estado de vulnerabilidade.

Histórico de maus-tratos

As apurações revelaram que a violência não era um fato isolado. No dia 02 de julho de 2026, o enteado do investigado, um menino de 5 anos, teria sofrido agressões com um pedaço de madeira. Além das lesões físicas, a PCPR identificou a aplicação de castigos desumanos, como obrigar as crianças a se ajoelharem sobre tampinhas de garrafa, grãos de milho e feijão, conduta que, diante do sofrimento psíquico causado, foi tipificada como tortura.

Medidas de proteção

Atualmente, a Justiça deferiu medidas protetivas de urgência em favor da mãe e das crianças. O Conselho Tutelar segue acompanhando o bem-estar dos menores, enquanto a Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais para finalizar os trâmites do inquérito. O processo segue em fase de instrução e cabe, futuramente, a análise pelo Ministério Público para o oferecimento de denúncia formal.

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