DECISÃO DO STF

Alexandre de Moraes determina a prisão da técnica agrícola Taís Simone Prado Leal

Foto da técnica agrícola Taís Simone Prado Leal.
O ministro Alexandre de Moraes ordenou a prisão de Taís Simone Prado Leal.

A medida ocorre após o descumprimento de cautelares e a falha do Poder Judiciário em localizar a investigada por atos golpistas.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que a Polícia Federal (PF) cumpra o mandado de prisão preventiva contra a técnica agrícola Taís Simone Prado Leal. A decisão, tomada pelo magistrado, foi fundamentada no reiterado descumprimento de medidas cautelares impostas no âmbito do processo que investiga os atos de 8 de janeiro.

A determinação judicial ocorreu após a acusada, natural de Petrolina (PE), tornar-se inalcançável para as autoridades. De acordo com o STF, a Secretaria de Administração Penitenciária de Pernambuco (Seap-PE) realizou diversas tentativas frustradas de contato para instalar o equipamento de monitoramento eletrônico, confirmando que Taís Simone Prado Leal encontra-se em local incerto.

O histórico judicial da investigada inclui um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em março de 2024. Na ocasião, ela confessou ter participado do acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília. Contudo, o acordo foi revogado pelo ministro Alexandre de Moraes após a Polícia Federal extrair dados de seu celular, que apontaram um envolvimento mais profundo nos atos antidemocráticos do que o inicialmente declarado.

Entre os novos elementos colhidos pela Polícia Federal, constam conversas de 3 de janeiro nas quais a investigada sugere que a solução para retirar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do poder seria o apoio de CACs. Além disso, evidências de geolocalização e vídeos a situam na Esplanada dos Ministérios durante as depredações. A decisão do ministro Alexandre de Moraes, expedida após a falha na localização para intimação, destaca o risco à aplicação da lei penal e o desrespeito ao Poder Judiciário. A defesa de Taís Simone Prado Leal não foi encontrada para comentar o caso.

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