JUSTIÇA PELA CRIANÇA

PCERJ prende mãe por morte brutal de bebê no Rio

Mulher presa pela Polícia Civil do Rio de Janeiro por envolvimento na morte da filha bebê.
Emannuelly da Silva Costa, presa pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Emannuelly da Silva Costa é investigada por feminicídio da filha, Maya, de um ano e nove meses, e por omissão; Lukas Pereira do Espírito Santo já está preso pelo crime na Zona Oeste.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) prendeu Emannuelly da Silva Costa nesta sexta-feira, 1º de maio de 2026, em uma operação que busca justiça para a brutal morte de sua filha, Maya Costa Cypriano, de apenas um ano e nove meses. A mulher é investigada por participação no feminicídio da criança e por omissão, já que, segundo as apurações, tinha conhecimento de agressões anteriores e teria tentado despistar a polícia, chocando a sociedade com a complexidade e crueldade do caso.

O crime hediondo ocorreu em 2 de abril de 2026, na comunidade do Quiririm, localizada em Vila Valqueire, na Zona Oeste da capital. As investigações detalham que a pequena Maya foi violentamente agredida dentro de casa por Lukas Pereira do Espírito Santo, que já se encontra sob custódia policial.

Conforme a apuração, Lukas estava sozinho com a menina quando, em um acesso de raiva motivado pelo choro incessante, desferiu golpes na região abdominal da criança. A crueldade do ato foi seguida pela omissão: o homem não prestou socorro imediato à bebê. Ele apenas alertou a mãe da criança por meio de mensagem. Maya foi levada para uma unidade de saúde, mas, tragicamente, chegou sem vida.

A perícia confirmou que a bebê apresentava lesões graves, totalmente compatíveis com as agressões físicas. Além disso, a investigação revelou indícios alarmantes de episódios anteriores de violência, evidenciados por depoimentos e registros. Lukas, por sua vez, apresentou versões contraditórias durante os interrogatórios, até admitir parcialmente a autoria das agressões.

A Polícia Civil identificou a grave falha da mãe: Emannuelly tinha plena ciência de que a filha já havia sofrido agressões quando sob os cuidados de Lukas, mas, ainda assim, continuou permitindo que a criança permanecesse com ele. Mais grave, os investigadores apontam que Emannuelly e Lukas teriam combinado versões para tentar enganar a polícia. Mesmo após a morte trágica de sua própria filha, a mulher teria adotado uma postura de proteção ao agressor, o que dificultou significativamente o avanço das investigações e a busca pela verdade.

Diante das provas e elementos reunidos, a Justiça decretou a prisão preventiva de ambos os envolvidos, medida que visa garantir a ordem pública e a continuidade do processo. O Ministério Público já ofereceu denúncia contra os investigados, o que significa que o caso seguirá para julgamento, buscando a responsabilização pelos atos que levaram à perda irreparável de uma vida tão jovem.

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