FRAUDE MILIONÁRIA

PCDF deflagra Operação Parasitas contra fraude milionária em contas do BRB

Agentes da PCDF em operação
Operação Parasita da PCDF que mira fraude em contas de aposentados no BRB

Mais de 3,5 mil contas de aposentados e pensionistas do GDF teriam sido alvo de descontos irregulares, totalizando R$ 5 milhões. A Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu mandados no DF e em Minas Gerais.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta terça-feira, 23/06/2026, a Operação Parasitas para desarticular um esquema de fraudes que pode ter lesado aposentados e pensionistas do Governo do Distrito Federal (GDF) em mais de R$ 5 milhões. Investigações da Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf) apontam que mais de 3,5 mil contas vinculadas ao Banco de Brasília (BRB) foram supostamente alvo de descontos associativos irregulares.

O esquema envolvia associações que firmavam contratos para autorizar débitos automáticos em benefícios previdenciários sem a comprovação adequada da manifestação de vontade dos titulares. Em muitos casos relatados, as vítimas afirmaram nunca ter autorizado tais descontos, evidenciando um impacto direto na dignidade e no sustento desses cidadãos, que teriam valores indevidamente retirados de suas aposentadorias e pensões.

A operação visa desarticular a atuação de possíveis servidores do BRB e de pessoas responsáveis pela operacionalização dos descontos e manutenção do modelo de arrecadação sob apuração. A investigação busca esclarecer a participação de todos os envolvidos neste esquema que explora financeiramente os beneficiários. O nome "Parasitas" foi escolhido para simbolizar a suspeita de exploração contínua e indevida de aposentados e pensionistas.

Para o cumprimento da operação, foram expedidos quatro mandados de prisão temporária, três de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão. As diligências ocorrem tanto no Distrito Federal, com ações no Plano Piloto, Asa Sul, Asa Norte, Recanto das Emas, Brazlândia e Jardim Botânico, quanto em Minas Gerais, nas cidades de Belo Horizonte e Igaratinga. Entre os alvos estão sedes de associações suspeitas de envolvimento no esquema.

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