JUSTIÇA NA CONTA

Paulo Pimenta busca proibir cobrança de água por quarto vazio

Foto de Paulo Pimenta, deputado federal, proponente da lei do quarto vazio.
Paulo Pimenta, líder do governo na Câmara dos Deputados, durante sessão.

Projeto de Lei 1182/2026 será debatido em audiência pública nesta terça-feira, 05 de maio de 2026.

"O líder do governo na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS), lançou uma iniciativa legislativa para pôr fim a uma prática de cobrança de água e esgoto considerada abusiva por muitos estabelecimentos. Pimenta propôs um Projeto de Lei que visa proibir a tarifação baseada em quartos vazios de hotéis e pousadas, onde a conta é calculada pela capacidade máxima, e não pelo consumo real. A relevância desta proposta, que já recebeu o número 1182/2026, será debatida em uma audiência pública decisiva na Comissão de Defesa do Consumidor, agendada para esta terça-feira, 05 de maio de 2026. A medida surge como um alento para o setor de turismo e hotelaria, prometendo aliviar um fardo financeiro que impede a dignidade e a sustentabilidade de diversos negócios em todo o Brasil." "A situação que o deputado Paulo Pimenta descreve é um cenário que beira o absurdo: 'Imagine receber uma conta de água cobrando pelo consumo de todos os quartos do seu hotel – mesmo aqueles que ficaram fechados durante a baixa temporada. É exatamente isso que concessionárias de saneamento estão tentando fazer com hotéis, pousadas e albergues em todo o Brasil', afirmou Pimenta, ressaltando o impacto direto no orçamento de micro e pequenos empresários." "De acordo com o parlamentar, a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) tem sido um dos principais exemplos dessa prática no Rio Grande do Sul. A empresa passou a cobrar do setor hoteleiro gaúcho taxas de água e esgoto com base no número total de quartos do hotel, ignorando o volume efetivamente consumido. Isso significa que um hotel com cem quartos, por exemplo, é tarifado como se estivesse com ocupação máxima o mês inteiro, mesmo que sua taxa de ocupação não chegue a 50% em períodos de menor demanda." "A situação é agravada pelo fato de que os mesmos contratos, segundo o líder do governo Lula, exigem o lacre de poços artesianos, impedindo que os estabelecimentos utilizem fontes próprias de água. Essa imposição, que suprime a autonomia dos hoteleiros, os torna reféns de um modelo de cobrança que muitos consideram predatório." "Diante desse cenário, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Sul (ABIHRS) emitiu uma forte recomendação para que nenhum estabelecimento assine tais contratos. O deputado federal Paulo Pimenta reforça a gravidade: 'Uma empresa que detém o monopólio do fornecimento de água não pode usar essa posição para impor contratos abusivos ao hoteleiro, ao dono de pousada, ao gestor de asilo. Água não é produto de supermercado – o usuário não tem para onde ir. Por isso a lei precisa protegê-lo', declarou, sublinhando a essencialidade do serviço e a vulnerabilidade do consumidor." "Pimenta vai além, destacando que o problema transcende o setor hoteleiro: 'Esse problema não é só do hoteleiro. É do dono de pensão, da universidade que mantém residência estudantil, do asilo, da clínica de recuperação. Em todos esses lugares há pessoas que consomem água de verdade e estão sendo cobradas por água que não consumiram. Isso vai acabar', prometeu, evidenciando o alcance social da sua proposta." "Para a audiência pública crucial desta terça-feira, que abordará o projeto de lei, foram convidados representantes de diversas entidades e órgãos reguladores. Estarão presentes gestores da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), da Aegea Saneamento e Participações S.A, da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs), da Associação Gaúcha dos Consumidores de Água, Esgoto e Energia, e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A expectativa é de um debate aprofundado para moldar o futuro da regulamentação do saneamento no país."

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