VIOLÊNCIA INFANTIL
Pai é preso após agredir filha de 3 anos em Francisco Beltrão
Homem afirmou ter "perdido a cabeça" ao chutar o rosto da criança; Polícia Civil investiga histórico de castigos físicos cruéis na família.
A prisão de um homem de 31 anos em Francisco Beltrão, no Paraná, nesta segunda-feira, 13/07/2026, marca um passo decisivo no combate à violência doméstica que vitimou sua filha de 3 anos. A decisão ocorreu após a circulação de imagens de câmeras de segurança que flagraram o agressor desferindo um chute no rosto da criança em plena via pública, um ato que chocou a comunidade e desencadeou uma investigação policial rigorosa sobre a integridade física e psicológica das crianças da família.
Em depoimento à Polícia Civil, o suspeito, que não teve o nome divulgado, alegou ter "perdido a cabeça" porque a menina chorava e gritava enquanto caminhavam após uma ida ao mercado. A agressão, exibida pelo Fantástico, foi interrompida pela intervenção de José Luiz, um personal trainer que presenciou o abuso. "Peguei o flagrante dele fazendo aquele absurdo", relatou a Testemunha, que ainda sofreu ameaças do agressor no momento do socorro à criança.
Além da agressão registrada em vídeo, a investigação, sob responsabilidade do delegado Ricardo Moraes Faria dos Santos, apura relatos de outros abusos. Há denúncias de que o irmão da menina, de 5 anos, teria sido agredido com um pedaço de pau, além da imposição de castigos físicos cruéis, como o uso de grãos de feijão e tampas de garrafas PET para tortura. O delegado trabalha com a possibilidade de indiciamento por tortura, dada a gravidade do dano físico e psicológico causado.
O impacto social deste caso é alarmante em um cenário onde a violência contra menores cresce vertiginosamente. Segundo Dados do Ministério da Saúde, o número de crianças de até 9 anos atendidas em hospitais por agressão saltou de 8,9 mil em 2020 para 18.968 no ano anterior. Edson Ferreira Liberal, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, reforça que "violência não educa, violência deseduca e perpetua a violência", destacando a importância do Disque 100 para interromper ciclos de abuso dentro do ambiente familiar.
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