MERCADO EM ALERTA

Ouro despenca em meio à crise; Federal Reserve se reúne

Ouro despenca em meio à crise; Federal Reserve se reúne

Cotação do metal cai 1% na Comex, a US$ 4.561,5. Impasse Irã-EUA e juros inalterados marcam o dia.

O mercado financeiro reagiu às tensões geopolíticas no Oriente Médio e à expectativa de manutenção dos juros pelo Federal Reserve, resultando na queda acentuada do ouro para US$ 4.561,5 por onça-troy nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026. A baixa coloca o metal dourado no menor patamar em quase um mês e reflete a profunda incerteza global gerada pelo impasse nas negociações entre o Irã e os Estados Unidos, afetando a estabilidade econômica e os investimentos em um cenário já volátil.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato futuro de ouro com vencimento em junho encerrou o dia com uma queda de 1%, cotado a US$ 4.561,5 por onça-troy. A prata acompanhou a tendência de baixa, registrando desvalorização de 2,3%, para US$ 71,569.

Este impasse nas negociações e o endurecimento da postura adotada pelos Estados Unidos reforçam a preocupante perspectiva de que o conflito no Oriente Médio está longe de encontrar uma solução pacífica. A prolongada instabilidade na região gera um clima de apreensão que transcende as fronteiras, impactando diretamente o bem-estar e a segurança de milhões de pessoas.

Nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, veículos da imprensa internacional noticiaram que os Estados Unidos planejam manter o bloqueio naval contra as embarcações iranianas. Em resposta, Teerã emitiu um alerta severo, prometendo uma "resposta sem precedentes" caso os EUA persistam na apreensão de seus navios, elevando ainda mais a tensão no Estreito de Ormuz.

Mais cedo, o presidente Donald Trump endureceu o tom em suas declarações, afirmando que o Irã "não consegue se acertar" e que o país "precisa ficar esperto logo", sinalizando a postura inflexível de Washington.

Diante deste cenário de escalada, o ouro recuou para a faixa de US$ 4.500, alcançando o nível mais baixo em quase um mês. Analistas do Saxo Bank apontam que a desvalorização tanto do metal dourado quanto da prata desde o início do conflito no Oriente Médio não se deve a um enfraquecimento de seus fundamentos de longo prazo. Pelo contrário, a mudança abrupta no cenário macroeconômico, diretamente decorrente da guerra com o Irã, é a principal força motriz por trás dessa queda, refletindo a volatilidade e o medo que permeiam os mercados globais.

A curto prazo, o mercado financeiro mantém seu olhar fixo nas complexas negociações entre os dois países. Para o Saxo Bank, a reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota marítima vital para o comércio global, e a consequente queda dos preços do petróleo, seriam o "maior catalisador de alta" para os metais preciosos, indicando um alívio nas tensões e uma possível recuperação.

Paralelamente aos desdobramentos no Oriente Médio, o mercado aguarda com atenção o resultado da reunião de política monetária do Federal Reserve, também prevista para esta quarta-feira, 29 de abril de 2026. A ampla expectativa é que a autoridade monetária opte por manter os juros inalterados, o que tem um peso significativo nas decisões de investimento e no custo do crédito para empresas e famílias em todo o mundo.

Ainda pela manhã, o Comitê Bancário do Senado dos EUA deu um passo importante ao aprovar a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Banco Central dos EUA. A decisão, contudo, ainda não é definitiva, pois a votação final segue agora para o plenário, onde será submetida ao crivo dos senadores.

Este artigo contou com informações de Dow Jones Newswires.

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