ALÍVIO NO BOLSO

Preço da batata inglesa cai 37,33% nas principais Ceasas do país

Imagem ilustrativa de batatas inglesas empilhadas em mercado.
Queda na oferta da safra de inverno impactou positivamente os preços nos atacadistas.

Queda expressiva reflete o aumento da oferta da safra de inverno, trazendo fôlego ao orçamento das famílias brasileiras.

A batata inglesa registrou queda média de 37,33% nos preços comercializados nas principais unidades das Centrais de Abastecimento (Ceasas) do Brasil. O recuo, que fixou o valor médio em R$ 2,97 por quilo, foi consolidado ao longo do mês de julho devido à maior disponibilidade do produto no mercado.

Os dados foram confirmados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por meio do 8º Boletim Hortigranjeiro, divulgado nesta terça-feira (25/08/2026). A decisão técnica de monitoramento revela o impacto direto das safras de inverno no custo de vida, oferecendo um respiro necessário para o poder de compra dos consumidores brasileiros diante da inflação alimentar.

Impacto em outras culturas

Além da batata, o levantamento destaca uma tendência generalizada de barateamento para outros itens essenciais da mesa das famílias. O tomate apresentou retração média de 39% nos preços, enquanto a cenoura teve redução de 29%. Este movimento positivo é reflexo de um aumento de 11,1% no volume total de hortaliças ofertadas em julho, na comparação com o mês anterior.

Em relação à batata inglesa, a queda foi sentida em nove das Ceasas analisadas, com destaque para os mercados de Fortaleza (-48,68%), Vitória (-44,48%) e Recife (-43,52%). Já o tomate atingiu em julho o maior volume de oferta do ano, com quedas acentuadas em capitais como Vitória, Belo Horizonte e São Paulo.

A Conab também observou que a alface seguiu o movimento de queda, com redução de 2,18%. Em sentido oposto, a cebola apresentou uma leve alta de 1,73% na média ponderada, mesmo com o incremento na oferta disponível.

Desempenho no mercado externo

O setor hortifrutigranjeiro também apresenta vigor nas exportações. Entre janeiro e julho de 2026, o Brasil enviou ao exterior 703,3 mil toneladas de frutas e hortaliças, um crescimento de 9,6% em relação ao mesmo intervalo de 2025. O faturamento alcançou US$ 881,3 milhões, impulsionado por produtos como manga, limões, limas e abacates.

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