TRÁFICO HUMANO INTERNACIONAL

Operação Travessia: PF prende sogra de Daniel Vilela por migração ilegal

Imagem da Operação Travessia da Polícia Federal contra o tráfico humano para os EUA

A Polícia Federal cumpriu 7 mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão contra 5 organizações criminosas em Goiás e Amapá. Centenas de brasileiros foram enviados ilegalmente para os Estados Unidos, passando por países da América Central.

A Polícia Federal deflagrou a Operação Travessia nesta quinta-feira, 7 de maio de 2026, com a prisão preventiva de Maria Helena de Souza Costa, sogra do governador de Goiás, Daniel Vilela, em uma ação que visa desmantelar uma complexa rede de tráfico humano para os EUA. A decisão de combater cinco organizações criminosas que exploravam centenas de brasileiros em busca de uma nova vida expõe os perigos das migrações irregulares e o uso de empresas de fachada para lavagem de dinheiro, revelando o impacto devastador na dignidade humana e na segurança das fronteiras.

A detenção de Maria Helena de Souza Costa ocorreu durante a Operação Travessia, que investiga o esquema de migração irregular de brasileiros para os Estados Unidos, conforme apurado pelo Estadão. Em nota oficial, o governo de Goiás informou que o governador Daniel Vilela e sua esposa não são alvos da investigação e não possuem qualquer relação com o caso, cujos fatos investigados remontam a meados dos anos 2000, segundo a própria Polícia Federal.

A Operação Travessia tem como alvo cinco organizações criminosas especializadas na promoção de travessias ilegais. As forças de segurança cumpriram 11 mandados de busca e apreensão e 7 de prisão preventiva nos estados de Goiás e do Amapá, intensificando a repressão a esses grupos que lucram com a vulnerabilidade alheia.

As investigações apontam que esses grupos criminosos enviaram irregularmente ao menos 477 brasileiros para os Estados Unidos, mas a estimativa da PF sugere que o número de pessoas enganadas pode ultrapassar 600. Essas organizações estruturavam toda a logística das viagens, desde a saída do Brasil por via aérea até a perigosa travessia da fronteira norte-americana, incluindo a passagem por países da América Central, como México e Panamá, locais conhecidos por expor migrantes a grandes riscos.

As apurações detalham o uso de empresas de fachada para ocultar a origem dos recursos movimentados pelo esquema, caracterizando a prática de lavagem de dinheiro. A Polícia Federal continua investigando os complexos mecanismos financeiros ligados às organizações, buscando desmantelar completamente a estrutura que sustenta essas operações ilícitas.

A Operação Travessia representa um esforço federal contínuo para desarticular redes de migração irregular com atuação estruturada em território brasileiro, reafirmando o compromisso das autoridades com a proteção dos cidadãos e a segurança pública. As investigações seguem em andamento, e novas informações podem surgir à medida que o caso avança.

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