GOLPE DO FALSO EXECUTIVO
Operação Interface desarticula golpe do falso executivo em Mato Grosso e Rio Grande do Norte
Polícia Civil cumpriu 16 mandados de prisão e 32 de busca e apreensão em Cuiabá e Várzea Grande. Grupo causou prejuízo de mais de R$ 193 mil a uma empresa.
A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira, 09/06/2026, a Operação Interface para desarticular um esquema de estelionato eletrônico conhecido como "golpe do falso executivo". A ação, que cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 32 de busca e apreensão, ocorreu em Cuiabá e Várzea Grande, em Mato Grosso, e também no Rio Grande do Norte. O grupo criminoso se passava por executivos de grandes empresas para enganar funcionários do setor financeiro e induzi-los a realizar transferências bancárias para contas controladas pelos golpistas. A investigação teve início após uma assistente financeira de uma indústria ser lesada em mais de R$ 193 mil.
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos utilizavam perfis em aplicativos de mensagem com a foto de executivos para solicitar pagamentos. A fraude se aproveitava de situações em que os diretores estavam em viagem e costumavam autorizar transações por esses meios, levando a vítima a não desconfiar da solicitação. Seguindo as instruções recebidas, a assistente financeira efetuou transferências para contas indicadas pelo falso diretor, com os valores sendo rapidamente distribuídos entre diferentes destinatários.
A organização criminosa era estruturada em três funções principais: "conteiros", que cediam suas contas bancárias para receber os valores obtidos com os golpes; "tripeiros", responsáveis por recrutar pessoas dispostas a emprestar suas contas mediante comissão; e "gerentes", encarregados de coordenar e administrar toda a operação ilícita. Os investigadores identificaram o executor e o articulador do golpe, que, segundo a Polícia Civil, possuem antecedentes por crimes semelhantes. O dinheiro desviado era rapidamente pulverizado em dezenas de contas espalhadas por diferentes estados do país, dificultando o rastreamento.
A investigação aponta que o grupo causou um prejuízo superior a R$ 193 mil a uma empresa do setor industrial localizada no Rio Grande do Sul. A Polícia Civil recomenda que empresas e profissionais do setor financeiro implementem protocolos rígidos de confirmação para todas as transferências bancárias, especialmente em casos de alteração de dados bancários, pedidos urgentes ou movimentações de valores elevados, a fim de prevenir fraudes como a desvendada pela Operação Interface.
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