MISSÃO DE PAZ
ONU avalia tropas do Exército Brasileiro para missões de paz
A Organização das Nações Unidas avaliou mais de 1.200 militares em batalhões do Paraná e do Rio Grande do Sul para integrar o Sistema de Prontidão de Capacidades de Manutenção da Paz. A análise abrangeu preparo operacional, autossustento e equipamentos, com foco em tropas de infantaria e engenharia especializada.
A Organização das Nações Unidas (ONU) concluiu, na última semana, uma avaliação detalhada das tropas do Exército Brasileiro. A iniciativa visa incorporar os militares ao Sistema de Prontidão de Capacidades de Manutenção da Paz da organização, fortalecendo as futuras missões internacionais.
As avaliações ocorreram em batalhões do Paraná, em Foz do Iguaçu e Cascavel, onde a capacidade da Companhia de Infantaria Mecanizada foi minuciosamente examinada. A ONU verificou o potencial das tropas para atuar como subunidade de pronta resposta e a viabilidade de seu emprego em operações de Batalhão de Força de Paz. Militares de diversas regiões do Brasil compõem essas unidades.
Durante as visitas às cidades paranaenses, a equipe da ONU dedicou atenção especial ao preparo operacional, à proficiência em idiomas estrangeiros, às estruturas de autossustento e aos equipamentos. Foram inspecionadas viaturas, tecnologias de comunicação e observação, totalizando 1.260 militares avaliados.
O treinamento individual e coletivo dos soldados foi posto à prova por meio de simulações de cenários típicos de missões de paz. A presença e o preparo do efetivo militar feminino, um requisito essencial para as forças de paz da ONU, também foram criteriosamente analisados.
Em São Gabriel (RS), a atenção se voltou para uma companhia de engenharia com expertise no desarmamento de artefatos explosivos, demonstrando a diversidade de especializações que o Exército Brasileiro pode oferecer.
O Exército Brasileiro possui um histórico robusto em mediação de conflitos internacionais. Entre 1957 e 1967, cerca de 6.300 brasileiros integraram a força emergencial da ONU no Sinai e na Faixa de Gaza. Posteriormente, o país enviou 170 militares a Moçambique em 1993, mais de 3.300 para Angola entre 1995 e 1997, e participou ativamente da missão de paz no Haiti por mais de uma década, com um contingente de 37.000 homens.
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