REFÚGIO NAS ALTURAS
Onde o frio se esconde no Rio Grande do Norte: conheça as cidades serranas
Cidades em regiões serranas do estado registram temperaturas amenas influenciadas pela altitude e pelo relevo, consolidando-se como destinos de inverno.
Embora o Rio Grande do Norte seja amplamente reconhecido pelo calor e pelo litoral, o relevo do estado abriga refúgios climáticos onde as temperaturas podem cair para a faixa entre 12°C e 16°C durante o inverno. A altitude elevada é o fator determinante para essa mudança, permitindo que regiões serranas ofereçam um clima significativamente mais ameno do que o restante do território potiguar.
Não existe um ranking oficial único estabelecido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As temperaturas citadas refletem registros pontuais em episódios de frio intenso e características climáticas locais, diferenciando-se das médias anuais registradas pelos serviços de meteorologia.
O corredor do frio no Rio Grande do Norte
No Agreste potiguar, municípios como Serra de São Bento e Monte das Gameleiras ganharam notoriedade pelo turismo de serra. Serra de São Bento, situada no Planalto da Borborema a cerca de 400 metros de altitude, já registrou mínimas próximas de 12°C. Vizinha, Monte das Gameleiras atrai visitantes por suas formações rochosas e clima de montanha, com registros de 13°C em períodos de inverno.
No Oeste, Martins se consolidou no imaginário popular como a cidade mais fria do estado. Com pontos que atingem 820 metros de altitude, como o Serrote Jacu, a cidade é frequentemente chamada de “Campos do Jordão do Rio Grande do Norte”. Estudos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) corroboram o clima ameno, com possibilidades de a temperatura atingir 15°C.
Já na região do Seridó, Tenente Laurentino Cruz e Lagoa Nova ocupam posições de destaque. Tenente Laurentino Cruz, na Serra de Santana, detém a marca de uma das sedes mais elevadas do RN, acima de 750 metros. Lagoa Nova, situada a 686 metros, completa esse circuito serrano, onde a combinação de altitude e céu aberto durante a noite favorece a perda de calor do solo e a queda acentuada das temperaturas.
Para os moradores do litoral acostumados ao calor constante, a transição para essas áreas serranas representa um alívio. A experiência de trocar o cenário praiano pela neblina e pelo uso de casacos movimenta a gastronomia e o turismo regional, revelando uma faceta pouco explorada do clima potiguar.
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