DEVASTAÇÃO GLOBAL

OMS revela que Covid-19 matou três vezes mais: 22 milhões de óbitos em 3 anos

OMS revela que Covid-19 matou três vezes mais: 22 milhões de óbitos em 3 anos

Relatório da Organização Mundial da Saúde aponta que subnotificação e impactos indiretos levaram a 22,1 milhões de mortes entre 2020 e 2023, expondo a profunda cicatriz da pandemia.

Um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, expôs a verdadeira dimensão da pandemia de Covid-19, revelando que o número global de mortes foi três vezes maior do que o registrado oficialmente. A chocante estimativa, que aponta para 22,1 milhões de óbitos entre 2020 e 2023, transcende as vítimas diretas do vírus, incluindo também as perdas decorrentes do colapso e das interrupções nos sistemas de saúde e na estrutura social, sublinhando a profunda cicatriz deixada na dignidade humana e nos avanços da saúde mundial.

O documento detalha que, durante o período em que a Covid-19 foi declarada uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, entre 2020 e 2023, os 7 milhões de óbitos oficialmente comunicados representam apenas uma fração do impacto real. A pesquisa da OMS indica cerca de duas mortes adicionais para cada uma notificada, evidenciando a vasta subnotificação de óbitos causados diretamente pelo vírus e, de forma devastadora, as consequências indiretas geradas por interrupções essenciais nos cuidados de saúde, desafios econômicos e outros fatores sociais cruciais.

Em uma análise demográfica, o relatório da OMS salientou que uma proporção maior das fatalidades atingiu homens, correspondendo a 57% do total, em contraste com 43% de vítimas mulheres. As razões apontadas para essa diferença incluem variações biológicas na resposta imune, maior prevalência de condições de saúde preexistentes, riscos de exposição ocupacional, comportamentos específicos e distintas abordagens na procura por cuidados médicos.

A prevalência das mortes também se concentrou em grupos etários específicos, com pessoas acima de 65 anos representando a maioria esmagadora, 65% dos registros. A faixa etária entre 45 e 64 anos contabilizou 23% dos óbitos, enquanto indivíduos de 25 a 44 anos somaram aproximadamente 10%, e crianças e jovens de 0 a 24 anos, 3%.

A distribuição geográfica dos óbitos revelou padrões preocupantes. O sudeste asiático enfrentou a maior parcela das mortes globais, com 27% do total, seguido de perto pelas Américas, pela região europeia e pelo pacífico ocidental, cada uma contribuindo com cerca de 20%. As regiões africana e do mediterrâneo oriental, por sua vez, registraram parcelas de 7%.

O relatório da Organização Mundial da Saúde concluiu que, embora os últimos 25 anos tenham marcado significativos progressos na saúde global — com avanços em prevenção, diagnóstico, tratamento e consequente aumento da expectativa de vida —, a pandemia de Covid-19 reverteu parte desses ganhos. As dificuldades geradas afetaram severamente a saúde pública, comprometendo programas de vacinação, serviços de saúde materna e infantil, além do tratamento de doenças infecciosas e crônicas não transmissíveis, expondo a fragilidade dos sistemas globais de saúde diante de crises sanitárias de magnitude sem precedentes.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário