CRISE HUMANITÁRIA GLOBAL

Armazém da OMS na Ucrânia é destruído após bombardeio russo

Destroços do armazém da OMS na Ucrânia após o ataque russo.
Instalações de ajuda humanitária da OMS em Dnipro foram destruídas durante ataque na sexta-feira.

Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde confirmou que suprimentos médicos vitais foram atingidos em Dnipro. Não há registro de feridos.

Um depósito de suprimentos médicos da Organização Mundial da Saúde sofreu destruição total após ser atingido por um bombardeio, impactando diretamente o socorro humanitário na Ucrânia. A decisão de denunciar o incidente foi tomada pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na sexta-feira (7), conforme divulgado neste domingo (9).

O local, situado em Dnipro, abrigava recursos estratégicos essenciais para o atendimento nas linhas de frente do conflito. A perda desses materiais compromete a capacidade de resposta imediata a feridos e civis, agravando a vulnerabilidade das populações sob fogo cruzado.

Tedros Adhanom Ghebreyesus detalhou que, por sorte, a equipe técnica da OMS e os motoristas encarregados da logística haviam deixado o local horas antes do ataque. Eles conseguiram resgatar 130 dos cerca de 300 paletes de insumos antes da investida. Apesar da ausência de vítimas humanas imediatas, a destruição de infraestrutura médica representa um golpe severo à neutralidade humanitária.

"Não posso enfatizar o suficiente: OS ATAQUES À SAÚDE DEVEM PARAR. Caso contrário, as pessoas ficam privadas de atendimento médico que pode salvar vidas", afirmou o líder da agência em suas redes sociais, reiterando que mesmo em contextos de guerra, a proteção à saúde é um preceito inegociável.

O episódio ocorre em um cenário de escalada regional. Entre a sexta-feira (7) e o sábado (8), a Força Aérea Ucraniana reportou o lançamento de seis mísseis balísticos e 151 drones pela Rússia. Em resposta, a Ucrânia intensificou operações contra refinarias em Ilsky e Syzran, na região de Krasnodar, gerando novos focos de tensão e feridos em território russo. Enquanto ambos os lados negam o direcionamento deliberado de ataques a civis, o custo humanitário da escalada continua a crescer.

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