JUSTIÇA DEBUTA JULGAMENTO
Oficial de Justiça acusado de matar bailarina em acidente vai a júri popular
Mais de sete anos após a colisão fatal, Josias Teixeira de Morais senta no banco dos réus. A vítima, Gislâne Cruz do Nascimento, era bailarina e professora de dança.
A Justiça do Rio Grande do Norte inicia nesta terça-feira, 16 de junho de 2026, o julgamento do oficial de Justiça Josias Teixeira de Morais. Ele é acusado de provocar o acidente que resultou na morte da professora de dança e bailarina Gislâne Cruz do Nascimento. O caso será analisado pelo Tribunal do Júri mais de sete anos após a colisão registrada em Natal.
O acidente ocorreu na Avenida Prudente de Morais, em um dos principais corredores viários da capital potiguar. De acordo com informações apuradas pelo Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), Gislâne Cruz seguia como passageira de um veículo conduzido por uma motorista de aplicativo no sentido do bairro de Candelária. O automóvel dirigido por Josias Teixeira de Morais trafegava na contramão da via.

A colisão frontal provocou o capotamento do carro em que estava a professora. Equipes de socorro foram acionadas para atender as vítimas. A motorista de aplicativo e o condutor do outro veículo sofreram ferimentos leves e foram encaminhados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para atendimento hospitalar.
Gislâne Cruz, no entanto, não resistiu aos ferimentos causados pelo impacto e morreu em decorrência do acidente. O impacto na família e amigos é imensurável, tirando precocemente uma vida dedicada à arte e à educação.
Segundo o CPRE, Josias Teixeira de Morais tinha 63 anos à época dos fatos e apresentava sinais de embriaguez. Ele conduzia o veículo na contramão quando ocorreu a batida. Após o acidente, o oficial de Justiça foi preso e admitiu que havia ingerido bebida alcoólica, um fator que agrava a responsabilidade na tragédia.
A morte da bailarina teve grande repercussão no meio cultural e educacional do Rio Grande do Norte. Gislâne Cruz construiu trajetória ligada à dança e à formação artística de crianças e adolescentes. Ela integrou a Companhia de Dança do Teatro Alberto Maranhão (TAM) e atuava como professora de dança nos colégios Salesiano São José e Dom Bosco, impactando a vida de inúmeros jovens.
Além da atuação na área cultural, Gislâne também havia sido escolhida Rainha do Carnaval de Parnamirim em 2019, título que conquistou poucos meses antes do acidente que interrompeu sua trajetória de forma brutal e injusta.
O júri popular desta terça-feira, 16 de junho de 2026, deverá reunir acusação, defesa, testemunhas e os jurados responsáveis por decidir sobre a responsabilidade do réu no caso. O julgamento marca mais um capítulo de um processo que se estendeu por mais de sete anos desde a ocorrência do acidente, buscando justiça para Gislâne Cruz do Nascimento.
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