CHAPA SE AMPLIA

Odon Júnior, do PT, sugere que Ezequiel Ferreira (PSDB) indique vice de Cadu Xavier para o Governo

Odon Júnior, do PT, durante entrevista onde sugeriu aliança política.
Odon Júnior (PT), ex-prefeito de Currais Novos e pré-candidato a deputado federal, em entrevista.

Ex-prefeito de Currais Novos (PT) aposta em união com o PSDB para fortalecer projeto no Rio Grande do Norte.

O ex-prefeito de Currais Novos e pré-candidato a deputado federal, Odon Júnior (PT), propôs nesta quinta-feira, 30/04/2026, uma aliança política estratégica para as próximas eleições, ao sugerir que o presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira (PSDB), indique o nome para a vice na chapa do pré-candidato ao Governo do Estado, Cadu Xavier (PT). A articulação visa fortalecer o projeto do PT no Estado, ampliando sua base política e consolidando uma frente mais competitiva, essencial para a governabilidade e a representatividade dos cidadãos potiguares.

Em uma entrevista concedida à rádio 98 FM Natal, Odon Júnior expressou sua visão positiva sobre essa construção. Ele destacou o significativo peso institucional e político de Ezequiel Ferreira no cenário estadual, argumentando que uma união com o PSDB pode ser decisiva. "Eu vejo positivamente uma construção nesse sentido", afirmou o ex-prefeito durante o programa "Repórter 98".

Para Odon, a inclusão de um vice vinculado ao PSDB não apenas expandiria o apoio político à chapa governista, mas também garantiria maior solidez ao projeto. "Eu vejo com bons olhos para fortalecer esse nosso campo político aqui, o campo progressista", declarou, indicando uma estratégia que vai além dos tradicionais limites da esquerda. Sua defesa aponta para uma articulação mais ampla no complexo tabuleiro eleitoral do Rio Grande do Norte.

Durante a mesma entrevista, Odon Júnior esclareceu as especulações sobre sua própria candidatura a vice. Ele descartou essa possibilidade, reafirmando seu foco na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. Embora tenha manifestado apreço por Cadu Xavier e confiança em sua candidatura, Odon sublinhou que a composição ideal de chapa deve priorizar a inclusão de aliados. "Eu entendo, para que essa vitória chegue e aconteça, se vier um vice que seja de um partido aliado numa composição que fortaleça ainda mais o nome de Cadu, isso é melhor para o nosso conjunto", pontuou.

Nominata federal: Ampliação da bancada

Odon Júnior também abordou a formação da nominata da federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, para a disputa federal. Ele acredita que o grupo possui potencial para expandir sua representação na Câmara dos Deputados, passando de dois para até três ou quatro parlamentares eleitos. Atualmente, a federação conta com os deputados Fernando Mineiro e Natália Bonavides, ambos do PT.

"A minha convicção é que a gente amplia a bancada de dois para três", assegurou. Ele vislumbra a possibilidade de um resultado ainda mais expressivo caso o desempenho colete votos acima das expectativas: "Se todo mundo estourar, todo mundo subir a meta, a gente pode fazer uma quarta cadeira".

Ao discutir a concorrência interna por espaço na nominata, o ex-prefeito demonstrou um tom conciliador, ressaltando a maturidade política do grupo. Ele considerou o cenário positivo, mesmo diante da necessidade de ajustes. "É muito bom você ter mais candidato do que você precisa, é um problema bom a se resolver", refletiu. A legislação eleitoral permite um máximo de nove candidatos por partido ou federação, com a exigência de que pelo menos três sejam de um gênero diferente da maioria.

Entre as alternativas mencionadas, Odon citou a possibilidade de negociação interna entre os partidos da federação ou, ainda, o redirecionamento de candidaturas. "Ou negociar com o PCdoB a segunda vaga, ou alguém dos que estão pré-candidatos a deputado federal irem para uma disputa estadual", explicou. Odon enfatizou a ausência de um ambiente de conflito, declarando: "Não há uma disputa. Acho que a gente hoje tem uma maturidade política muito bacana dentro do partido", e acrescentou que a definição será fruto do diálogo.

Avaliação do Governo Fátima: Desafios na comunicação

Outro tema abordado na entrevista foi a avaliação do Governo da governadora Fátima Bezerra (PT), que tem enfrentado índices de desaprovação em pesquisas recentes. Odon reconheceu o cenário, mas atribuiu parte desses resultados à dinâmica atual da comunicação política, especialmente nas redes sociais.

Para ele, o cerne da questão não reside necessariamente na gestão, mas na maneira como as informações circulam. "Hoje a comunicação está bastante fragmentada e tem uma influência muito forte das redes sociais", observou. Segundo Odon, o ambiente digital tende a favorecer conteúdos polarizados, dificultando a ampla divulgação das ações administrativas.

"O algoritmo tem uma influência ali, modificando, alterando o sentimento popular das pessoas", disse. Ele admitiu que a esquerda encontra dificuldades nesse meio: "Eu acho que a esquerda não conseguiu entrar nesse mundo dessa polarização, desse engajamento, que não nos é favorável".

O ex-prefeito também criticou o que descreve como ataques vazios nas redes sociais. "Tinha milhares de robôs para me atacar, pessoas que não tinham nada a acrescentar, só para dizer ‘PT lixo’, ‘PT ladrão’, ‘governadora incompetente’ e tal", relatou, rememorando experiências pessoais durante sua gestão municipal em Currais Novos.

Apesar dos desafios na percepção pública, Odon defendeu os resultados do Governo estadual, citando avanços na esfera econômica. Ele apontou que políticas como incentivos fiscais contribuíram para a geração de empregos. "O indicador de sete anos de Fátima são 120 mil empregos a mais de carteira assinada", afirmou.

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