MERCADO DE TRABALHO
OCDE indica que IA transforma o trabalho sem causar desemprego em massa
Relatório aponta que a tecnologia altera exigências de competências, mas não reduz a demanda por mão de obra; salários reais ainda preocupam.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) constatou que a implementação da Inteligência Artificial (IA) não está resultando em uma queda generalizada do emprego nos países membros da organização. A conclusão, apresentada em 13/07/2026, mostra que o mercado de trabalho mantém resiliência, com taxas de desemprego próximas aos níveis mínimos históricos.
O secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, destacou que a tecnologia atua mais como uma força de transformação do que de substituição. Segundo o relatório divulgado em 13/07/2026, a IA tem alterado as competências exigidas pelas empresas, contudo, essa transição não tem enfraquecido as perspectivas de contratação, tanto para jovens quanto para a força de trabalho estabelecida.
Apesar da estabilidade nas taxas de ocupação, a organização ressalta um ponto crítico para a nova geração. A inserção de jovens no mercado de trabalho continua desafiadora, um cenário que pode estar ligado aos avanços recentes da inteligência artificial generativa. Em 13/07/2026, a OCDE reforçou que, embora a demanda por mão de obra se mantenha firme, os benefícios desse dinamismo ainda não chegam plenamente ao bolso do trabalhador.
O estudo, que abrange 38 nações na América, Europa, Ásia e Oceania, aponta que os salários reais em um terço desses países permanecem abaixo dos patamares observados há cinco anos. A resiliência do setor foi mantida mesmo frente a desafios geopolíticos, como os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços de energia.
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