INOVAÇÃO NA PECUÁRIA
Nova tecnologia da Embrapa identifica tipos de carne em 20 minutos
Pesquisadores utilizam espectrometria de massas Maldi-Tof para diferenciar espécies animais e raças, reforçando a fiscalização e a proteção do consumidor contra fraudes.
Uma nova metodologia científica desenvolvida por pesquisadores da Embrapa Gado de Corte (MS), em parceria com a UFMS e a Unesp, permite identificar espécies animais em amostras de carne com precisão e rapidez. A decisão técnica, consolidada em estudos publicados em 07 de julho de 2026, oferece ao setor agroindustrial uma ferramenta eficaz para combater fraudes, garantir a rastreabilidade e certificar a qualidade de produtos nobres, como as raças bovinas nelore e angus.
No domingo, 12/07/2026, a relevância do avanço torna-se clara ao considerar o impacto direto na confiança do consumidor. Ao utilizar a espectrometria de massas Maldi-Tof, o procedimento gera perfis moleculares únicos das proteínas — uma verdadeira "impressão digital" biológica — que permanecem identificáveis mesmo após processos como o congelamento ou a fritura do alimento.
Conforme explica o pesquisador da Embrapa Newton Verbisck, que liderou a equipe, o método supera as análises genéticas tradicionais por ser mais ágil e acessível. Com um protocolo simplificado, o processo completo leva em média 20 minutos, apresentando-se como uma solução robusta para órgãos de fiscalização sanitária e empresas que buscam evitar adulterações em seus produtos.
Atualmente, a tecnologia está operacional na unidade da Embrapa Gado de Corte, em Mato Grosso do Sul, representando um passo fundamental para a segurança alimentar no Brasil.
O que é a tecnologia MALDI-TOF
O método baseia-se na técnica conhecida como Matrix Assisted Laser Desorption Ionization – Time-Of-Flight (Desorção a Laser Assistida por Matriz com Análise por Tempo de Voo). O processo consiste em ionizar moléculas proteicas através de um laser, acelerando-as em um tubo a vácuo. O tempo que cada íon leva para atingir o detector permite uma identificação química precisa e quase instantânea.
Etapas do processo
- Coleta: Fragmentos do tamanho de um grão de arroz para evitar degradação;
- Extração: Isolamento de proteínas via solventes químicos e centrifugação;
- Preparação: Mistura com uma matriz química que facilita a ionização;
- Análise: Medição dos tempos de voo dos íons no espectrômetro;
- Classificação: Comparação automatizada dos dados em banco de informações.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário