IMÓVEIS EM ALTA
Natal lidera valorização imobiliária no Brasil e registra alta de 9,44% em 12 meses
Capital potiguar figura na quarta posição nacional em valorização. Bairros da Zona Sul se destacam nos preços mais elevados e no crescimento percentual.
Natal consolidou sua posição como um dos epicentros do mercado imobiliário brasileiro, registrando uma valorização de 9,44% no preço médio dos imóveis residenciais nos últimos 12 meses. Essa expressiva alta, decidida pela análise de dados do Índice FipeZAP de Venda Residencial, coloca a capital potiguar na quarta colocação entre as 56 cidades pesquisadas nacionalmente. O motivo por trás desse desempenho robusto é a crescente demanda por moradia, especialmente por apartamentos compactos, que refletem as novas dinâmicas familiares e de estilo de vida. A importância dessa valorização transcende o aspecto financeiro, impactando diretamente o planejamento de vida e a segurança patrimonial dos cidadãos de Natal.
Os números divulgados nesta quarta-feira, 08/07/2026, também revelam que somente em junho, os imóveis em Natal avançaram 0,36%. No acumulado de 2026, a valorização já soma 5,03%, posicionando a cidade em sexto lugar no ranking nacional. Apesar desse crescimento significativo, o valor médio do metro quadrado em Natal, R$ 6.421, permanece abaixo da média brasileira, que atingiu R$ 9.853 em junho, indicando um potencial de valorização contínua.
Os bairros da Zona Sul da capital potiguar continuam a concentrar os preços mais elevados. Capim Macio ostenta o metro quadrado mais caro, cotado a R$ 7.674. Em termos de crescimento percentual no último ano, Barro Vermelho lidera com um aumento de 19,1%, seguido de perto por Lagoa Nova (15,2%) e Capim Macio (13,5%). Essa dinâmica reflete a busca por qualidade de vida e infraestrutura nessas regiões.
Moisés Marinho, diretor-secretário do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio Grande do Norte (Creci-RN), observa que a demanda também se expande para áreas como o Planalto, à medida que os preços nas zonas mais tradicionais se tornam mais desafiadores. Ele destaca que aproximadamente 70% das transações imobiliárias atuais visam a aquisição da casa própria, enquanto investidores focam em empreendimentos na planta, antecipando a valorização futura.
Renato Gomes, presidente do Sindicato da Habitação do Rio Grande do Norte (Secovi-RN), atribui a continuidade da alta procura por imóveis compactos às mudanças no perfil das famílias brasileiras, com mais pessoas vivendo sozinhas ou em casais sem filhos, que priorizam localização e mobilidade urbana. Esse cenário é potencializado pelo desenvolvimento dos setores de serviços, turismo, saúde e educação na cidade, além da atratividade do mercado de locação.
A expectativa para o segundo semestre de 2026 é de um mercado imobiliário potiguar dinâmico, influenciado pelo acesso ao crédito, pelas taxas de juros e pelo lançamento de novos empreendimentos. A decisão em questão é passível de recurso em instâncias superiores, mas o cenário atual demonstra a força e o potencial de crescimento do setor na região.
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