FIM TRÁGICO
Músico e motorista Bruno Fernandes de Souza morre após sair de culto em Queimados
Jovem de 25 anos, que tocava teclado e cantava em igrejas, foi vítima de tiroteio na Baixada Fluminense. Outro integrante da banda, de 18 anos, sobreviveu.
Bruno Fernandes de Souza, de 25 anos, músico e motorista, morreu na noite de sexta-feira (22), em Queimados, na Baixada Fluminense, após ser atingido por disparos de arma de fogo. Ele e outro jovem, Gabriel de Oliveira Santana, de 18 anos, saíam de um culto religioso quando foram surpreendidos por um tiroteio na Travessa Campo Alegre, no bairro Jardim da Fonte. A decisão de sair mais cedo do que o planejado, evitando seguir para uma vigília, acabou sendo a última de Bruno.
Bruno, conhecido em Engenheiro Pedreira e Queimados por seu trabalho como motorista de ônibus e sua dedicação à música gospel, era tecladista e cantor em cultos e encontros de jovens evangélicos. Amigos e familiares relatam que ele era uma pessoa tranquila e querida na comunidade. Sua morte prematura, em decorrência de um tiro de fuzil que causou fratura exposta na perna esquerda, chocou a todos que o conheciam, destacando a fragilidade da vida e a violência que assola a região.
Gabriel de Oliveira Santana, que também integrava a banda da igreja, foi atingido na perna direita e, após receber atendimento médico no Hospital Geral de Nova Iguaçu, já recebeu alta. A família de Bruno, devastada pela perda, compartilhava planos de que ele voltasse para casa onde o aguardavam a esposa e o filho do casal. O crime ocorreu em um momento em que Bruno e amigos se preparavam para ir a uma vigília no Recreio dos Bandeirantes, mas ele optou por não prosseguir devido ao adiantar da hora.
A Polícia Civil investiga a autoria e a motivação do ataque, apurando se as vítimas foram atingidas em meio a uma troca de tiros entre criminosos. A hipótese é investigada em conjunto com outro incidente registrado nas proximidades, na Estrada de Piabas, onde duas pessoas ficaram feridas em circunstâncias semelhantes. A tragédia reacende o debate sobre a segurança pública na Baixada Fluminense e o impacto da violência na vida de cidadãos pacíficos.
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