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MP pede prisão preventiva de Oruam por tiros em Igaratá

Foto do rapper Oruam
Rapper Oruam tem prisão preventiva pedida pelo MP. — Foto: Reprodução

Procuradoria alega que Oruam está foragido e inviabiliza a justiça. Defesa contesta base legal do pedido e acusa irregularidade na investigação.

O Ministério Público (MP) solicitou a prisão preventiva do rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, por disparos de arma de fogo realizados em dezembro de 2024, durante uma festa em um condomínio de luxo em Igaratá. O pedido, apresentado nesta quarta-feira, 20/05/2026, fundamenta-se no fato de o artista ser considerado foragido pela Justiça, o que, segundo o MP, impede o cumprimento de uma eventual condenação. A decisão impacta diretamente a liberdade do artista e levanta questões sobre a segurança pública em eventos privados e a responsabilidade de figuras públicas. Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, responsável pela investigação, o incidente ocorreu em 16 de dezembro de 2024, quando Oruam foi filmado efetuando disparos com uma espingarda calibre 12 em meio a amigos. As imagens, inicialmente publicadas nas redes sociais do próprio cantor, foram posteriormente apagadas. Um laudo técnico confirmou que a munição utilizada era real e própria para caça.

A investigação aponta que o rapper, ao disparar a arma em uma área residencial cercada por pessoas, colocou vidas em risco, configurando o crime de disparo de arma de fogo, tipificado no Estatuto do Desarmamento. O promotor Alan Carlos Reis Silva destacou que as tentativas de citação pessoal de Oruam foram frustradas, agravando a situação. O pedido de prisão também menciona investigações em andamento no Rio de Janeiro que envolvem o artista em outros crimes. Em 2024, Oruam chegou a afirmar que a munição utilizada no vídeo seria de borracha, versão que contrasta com o laudo da Polícia Civil.

A defesa de Oruam, filho de Marcinho VP (conhecido por crimes como assassinato, formação de quadrilha e tráfico de drogas), reagiu veementemente ao pedido de prisão. Os advogados sustentam que a solicitação carece de base legal e que o rapper jamais se esquivou de prestar depoimento. Eles consideram o processo irregular, argumentando que a investigação deveria ter sido conduzida no estado de São Paulo, onde o fato ocorreu, e não pelo Rio de Janeiro. Adicionalmente, a defesa questiona a perícia, alegando que não foi comprovado que o objeto nas imagens era de fato uma arma de fogo, nem que o cantor era a pessoa que aparecia no vídeo.

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