VOOS PARLAMENTARES SOB SUSPEITA
Motta nega irregularidades em voo da PF
Presidente da Câmara se defende de acusações de bagagens irregulares; caso está no STF.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou veementemente nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, qualquer irregularidade em um voo particular ocorrido em 20 de abril de 2025. A Polícia Federal (PF) investiga o transporte de bagagens sem a devida fiscalização aduaneira nesse voo. A controvérsia, que coloca em xeque a conduta de autoridades públicas e a igualdade perante a lei, é de suma importância para a confiança da sociedade nas instituições, com o caso já tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF) devido ao foro privilegiado dos congressistas envolvidos.
Motta afirmou em entrevista ao programa TMC 360 que tanto ele quanto sua esposa, Luana Madeiros, sempre cumpriram rigorosamente as normas de voo e alfândega. Ele enfatizou que as filmagens de segurança confirmam a passagem de suas bagagens pelo raio-x. "Não temos o que esconder. Não é verdade que as bagagens que porventura não tenham passado pelo detector sejam minhas ou da minha mulher", declarou o parlamentar, refutando as suspeitas.
O deputado expressou "plena convicção" de que a Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmará que todos os procedimentos foram devidamente seguidos pelo casal. Ele reiterou o compromisso com a legalidade: "Jamais usaria a prerrogativa do cargo que exerço para tentar burlar as leis do meu país. Sempre cumpri e sempre cumprirei as regras e as leis da aduana do Brasil, porque esse é o dever de todo cidadão brasileiro."
As investigações da Polícia Federal se concentram na entrada de volumes sem fiscalização aduaneira no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque (SP), em 20 de abril de 2025. O fato ocorreu durante o desembarque do voo particular PP-OIG, que transportava Hugo Motta, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), e os deputados federais Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). O grupo retornava da ilha de São Martinho.
Gravações do circuito interno de segurança do aeroporto, obtidas pelo g1 e integrando o inquérito, mostram o auditor fiscal permitindo que o piloto José Jorge de Oliveira Júnior, comandante do voo, passasse com os volumes sem submetê-los ao raio-x. A aeronave pertence ao empresário Fernando Oliveira de Lima. A PF apura suspeitas de facilitação de contrabando e prevaricação por parte do auditor fiscal, que teria liberado as bagagens de forma irregular.
O inquérito, que identifica a presença dos congressistas no voo, foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal. Essa movimentação se dá em razão do foro privilegiado, prerrogativa que garante que processos envolvendo políticos com determinados cargos públicos sejam julgados por instâncias superiores, como a Suprema Corte.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário