VIDA INTERROMPIDA

Motorista embriagado mata motoboy Alex Batista Pereira e gera revolta em Maringá

Retrato de Alex Batista Pereira, motoboy e pastor, que faleceu em um acidente de trânsito em Maringá.
Alex Batista Pereira (foto em destaque), de 31 anos, foi vítima de um acidente fatal em Maringá.

Márcio Fantin Marcelino, de 47 anos, foi preso em Maringá, Paraná, após atropelar e matar o motoboy Alex Batista Pereira na noite de 16 de maio de 2026. A comunidade exige justiça.

A brutal morte do motoboy Alex Batista Pereira, de 31 anos, que sonhava com uma vida melhor em Maringá, chocou a cidade após um acidente fatal na noite de 16 de maio de 2026. O incidente, causado por Márcio Fantin Marcelino, um motorista embriagado que invadiu a preferencial, culminou em uma perseguição popular e na prisão do culpado, revelando a dura realidade enfrentada por trabalhadores essenciais e o impacto devastador da impunidade no trânsito.

Alex, que era natural de Regente Feijó, no interior de São Paulo, havia se mudado para o município paranaense em busca de novas oportunidades e melhores condições para a família. Com uma rotina de trabalho exaustiva, ele conciliava as entregas noturnas com a paixão pela fé, atuando também como pastor e radialista da rádio pentecostal Deus é Amor.

Na trágica noite de 16 de maio, enquanto realizava entregas para uma pizzaria, Alex foi atingido violentamente por um carro no cruzamento da Rua Felipe Camarão com a Rua Martim Afonso, na Zona 2 de Maringá. Segundo as investigações preliminares, o motorista, Márcio Fantin Marcelino, de 47 anos, teria desrespeitado a preferencial, causando a colisão fatal contra a motocicleta do entregador.

Com a força do impacto, Alex sofreu ferimentos gravíssimos e entrou em parada cardiorrespiratória ainda no local. Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros, mobilizadas rapidamente, realizaram incansáveis manobras de reanimação, mas, infelizmente, o motoboy não resistiu aos ferimentos e faleceu.

Após o acidente, Márcio Fantin Marcelino fugiu do local sem prestar socorro à vítima. Revoltados com a perda do colega, dezenas de motoboys da cidade iniciaram uma mobilização por conta própria, buscando incessantemente pelo suspeito. A força da união dos trabalhadores permitiu que chegassem ao endereço onde o motorista estaria escondido.

Pouco depois da descoberta, motociclistas se reuniram em frente à residência do homem em um grande protesto. Durante a manifestação popular, pedras foram arremessadas contra o imóvel, expressando a indignação da comunidade. Em meio à confusão, o suspeito apareceu armado na janela da casa e efetuou disparos na direção dos motoboys, de moradores e de profissionais da imprensa que cobriam a ocorrência, agravando ainda mais a situação.

A Polícia Militar foi acionada e agiu rapidamente, realizando a prisão de Márcio Fantin Marcelino. Conforme os PMs, foi constatado que ele apresentava sinais visíveis de embriaguez. A arma utilizada pelo suspeito, uma pistola calibre .380, foi apreendida no local.

O caso, que gerou comoção e revolta em Maringá, segue agora sob investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer todos os detalhes e garantir que a justiça seja feita. A prisão de Márcio Fantin Marcelino é um passo crucial, mas a comunidade permanece vigilante, clamando por um desfecho que honre a memória de Alex Batista Pereira e sirva de alerta contra a violência no trânsito.

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