CASO RONICKSON PIMENTEL

Morte de suspeito de atacar tenente Ronickson Pimentel dos Santos trava investigação

Montagem mostrando um policial da Rota e, ao lado, a silhueta de um homem.
A esquerda, PM da Rota, a direita rosto translúcido de homem pardo - Metrópoles

Marcelo de Jesus Dias, o Nego Zum, foi morto pela Rota em 09/07/2026. Ação prejudica a identificação da motivação do crime contra o oficial da PM.

A morte de Marcelo de Jesus Dias, conhecido como Nego Zum, levanta questionamentos sobre os rumos da investigação que apura a tentativa de homicídio contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos. Apontado como o piloto da motocicleta utilizada no atentado ocorrido em 27 de junho de 2026, em São Caetano do Sul (SP), o suspeito era considerado peça fundamental para desvendar a motivação do ataque, que vitimou o oficial da Polícia Militar.

O falecimento do investigado ocorreu na manhã de 09 de julho de 2026, durante uma operação das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) em Heliópolis, na zona sul da capital paulista. Na mesma ação, outro homem ainda não identificado também foi morto. O tenente Ronickson Pimentel dos Santos segue internado em estado grave, porém estável, no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.

A Polícia Civil, responsável pelas apurações através do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), enfrenta dificuldades para acessar as imagens das câmeras corporais utilizadas pelos agentes da Rota no confronto. Segundo o delegado Lucas Ventura de Aquino, houve um atraso na comunicação da ocorrência ao órgão, e o acesso às gravações foi restringido pelo setor administrativo do 1º Batalhão de Choque.

A letalidade da operação e a escassez de detalhes sobre o embate geram preocupações quanto à transparência do processo. Embora os policiais aleguem legítima defesa, o caso reforça a necessidade de perícia rigorosa nas 12 cápsulas encontradas e nos laudos balísticos para esclarecer a dinâmica dos disparos. Até o momento, o suposto autor do disparo que atingiu a nuca do tenente, identificado como Golias, permanece foragido, tendo seu nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol.

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