SAÚDE E JUSTIÇA
Moraes autoriza cirurgia de Bolsonaro; Michelle atualiza sobre recuperação
Ex-presidente operou ombro em Brasília, nesta sexta-feira, 1º de maio de 2026, e ex-primeira-dama relatou melhora. A decisão, do ministro Alexandre de Moraes, reflete o direito à saúde sob rigorosa vigilância.
Em uma decisão que equilibra o direito à saúde com as exigências de sua situação jurídica, o Supremo Tribunal Federal, por meio do ministro Alexandre de Moraes, autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a realizar uma cirurgia no ombro direito. O procedimento, vital para aliviar dores recorrentes que afetavam sua qualidade de vida, foi solicitado pela defesa em 21 de abril de 2026, garantindo o acesso a tratamento médico mesmo sob prisão domiciliar.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro trouxe um sopro de alívio e humanidade ao caso, ao compartilhar em suas redes sociais, nesta sexta-feira, 1º de maio de 2026, detalhes sobre a recuperação do marido após a operação no hospital DF Star, em Brasília. “Galego já está sem oxigênio nasal, conseguiu tomar sopa, e os dedos da mão do braço do procedimento – que é normal não se mexerem por conta do anestésico – já voltaram a se movimentar nesta noite. Está bem, graças a Deus!”, escreveu, revelando os primeiros sinais de melhora do ex-presidente.
A cirurgia, um “reparo artroscópico do manguito rotador à direita”, transcorreu sem intercorrências e durou três horas, conforme informado por Brasil Caiado, cardiologista da equipe médica que acompanha Bolsonaro. A intervenção era considerada indispensável, dados os relatórios médicos que apontavam dores persistentes e a necessidade diária de medicação analgésica.
A autorização de Moraes veio acompanhada de condições específicas. Michelle Bolsonaro pôde acompanhar o ex-presidente durante toda a internação, porém com a proibição de uso de celular no leito e a suspensão de outras visitas, incluindo advogados e familiares, salvo nova autorização judicial. Essas medidas visam manter a integridade da prisão domiciliar e evitar qualquer tipo de comunicação não autorizada.
Adicionalmente, o ministro determinou que o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal assegurasse a escolta nos trajetos entre a residência e o hospital. A unidade também deve garantir a vigilância ininterrupta no hospital, impedindo o acesso de pessoas não autorizadas e assegurando a manutenção de todas as medidas cautelares em vigor. A defesa de Bolsonaro tem um prazo de 48 horas após a cirurgia para apresentar ao STF um relatório médico detalhado sobre o procedimento realizado, fechando o ciclo de fiscalização e transparência exigido pela Justiça.
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