APÓS EXPLOSÃO NO JAGUARÉ

Moradores do Jaguaré cobram diálogo e indenizações após explosão; Sabesp e Comgás são citadas

Moradores afetados pela explosão no Jaguaré
Moradores afetados pela explosão no Jaguaré reclamam de demora para receber indenizações

Quase 20 dias após o incidente, que deixou mortos e destruiu imóveis na Zona Oeste de São Paulo, vítimas relatam falta de respostas concretas das concessionárias e dificuldades em obter compensações.

Vinte dias após a explosão que devastou o bairro do Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo, moradores afetados criticam a falta de diálogo efetivo com a Sabesp e a Comgás, empresas responsáveis pelo acidente. As vítimas relatam lentidão e ausência de respostas concretas sobre os processos de indenização, que impactam diretamente sua dignidade e estabilidade após a tragédia.

O acidente, ocorrido em 11 de maio de 2026, teve início em uma obra da Sabesp que atingiu uma tubulação de gás da Comgás. A explosão resultou na morte de duas pessoas, danificou dezenas de imóveis e transformou a paisagem local em um cenário de destruição, como descrito pelos próprios vizinhos. Uma área estimada em 2 mil m² foi total ou parcialmente destruída.

O balanço mais recente da Defesa Civil aponta que 16 residências foram declaradas inabitáveis, sem possibilidade de retorno dos moradores. Outras 22 sofreram interdições parciais e necessitam de reformas significativas para serem novamente habitáveis. A insegurança e a incerteza sobre o futuro dessas moradias agravam o sofrimento das famílias.

Em uma tentativa de buscar soluções, um grupo de moradores se reuniu na quinta-feira (28) para discutir o andamento das indenizações. A Defensoria Pública, as concessionárias e o coronel Elcio Moreira, representante do governo estadual, foram convocados. No entanto, segundo os relatos, apenas um representante da Defensoria Pública compareceu, gerando frustração e revolta entre as vítimas.

O porteiro Francisco de Freitas expressou a insatisfação em entrevista à TV Globo: "Por enquanto só foram apresentadas propostas aos moradores. Propostas que não têm sentido para gente. A gente quer coisas concretas, respostas que façam realmente acontecer. A gente quer que chegue e fale: 'coloque isso no papel, você tem direito a isso, documente isso'. Para gente ter um respaldo."

A Sabesp declarou que mantém contato diário com os moradores impactados, com atuação permanente no território e acompanhamento social contínuo, oferecendo suporte às famílias e alinhamento individual sobre cada caso.

O governo de São Paulo reiterou que atua de forma contínua no atendimento às famílias afetadas desde o primeiro dia.

Em nota, a Comgás informou que "permanece em constante diálogo atuando em todas as pautas em discussão com a comunidade, com foco em transparência e resolutividade". A empresa acrescentou que trabalha em estreita colaboração com as autoridades para atender às demandas das famílias impactadas, oferecendo suporte e atendimentos sociais individualizados, incluindo hospedagem e pensão completa em hotéis da região pelo tempo necessário.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário