RISCO DE RETROCESSO
Ministro Durigan classifica como erro tentativa de revisitar a reforma tributária
Dario Durigan, ministro da Fazenda, alertou nesta quinta-feira, 02/07/2026, que alterar a lei aprovada pode gerar instabilidade e prejudicar a implementação do novo sistema, criticado por sua complexidade, mas considerado superior ao anterior.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou como um grave equívoco a possibilidade de revisitar a reforma tributária já aprovada. Em pronunciamento nesta quinta-feira, 02/07/2026, ele enfatizou que o esforço nacional deve se concentrar na aderência à nova legislação, alertando para o "risco de retrocesso" político e econômico que alterações na lei podem acarretar.
Durigan rebateu as críticas de que a regulamentação da reforma ainda apresenta complexidade, mesmo com as propostas de simplificação. Ele contrapôs esses argumentos ao comparar o texto aprovado com o sistema tributário vigente, que é amplamente reconhecido como "um dos piores do mundo". Para o ministro, o foco deve ser aprimorar o que foi estabelecido, e não recuar.
"O sistema brasileiro tributário é um dos piores do mundo, todo mundo diz isso. Não vamos fazer um esforço de país para melhorar? Acho que temos que melhorar e não voltar atrás. O primeiro risco na implementação da reforma é o risco de retrocesso", declarou Durigan durante o debate "Caminhos do Brasil". O evento, promovido por O Globo, Valor Econômico e rádio CBN, contou com o patrocínio do Sistema Comércio.
A discussão sobre a reforma tributária ganhou contornos de crítica por parte de figuras políticas. O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, manifestou no início de junho o interesse em suspender por um ano a implementação da reforma aprovada pelo Congresso Nacional. Ele também sinalizou a intenção de apresentar uma nova proposta, caso eleito, com foco na redução gradual da carga tributária.
Flávio Bolsonaro justificou seu voto favorável à medida no Congresso, mas expressou preocupação com o que considera uma alíquota elevada sobre o consumo. "Eu votei a favor da reforma por entender que ela traria simplificação, mas ela trouxe a maior carga sobre o valor agregado do mundo, próxima de 30%", afirmou o senador, indicando um ponto de discórdia quanto ao impacto financeiro da nova lei.
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