DECISÃO DO STF

Ministro do STF nega busca em gabinete de senador Jaques Wagner na Operação Compliance Zero

Foto do ministro do STF André Mendonça.
O ministro do STF André Mendonça foi o responsável por negar o pedido de busca e apreensão.

André Mendonça considerou que os elementos da investigação não justificam a medida em endereços funcionais. A operação cumpre 18 mandados em três estados.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, nesta quinta-feira, 18/06/2026, negou o pedido de busca e apreensão no gabinete do senador Jaques Wagner (PT-BA). A decisão ocorreu no âmbito da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades e visa desarticular esquemas de corrupção. A medida, embora indeferida para o espaço parlamentar, não impede o avanço da investigação, que busca a verdade e a responsabilização dos envolvidos, impactando a confiança nas instituições públicas.

Ao fundamentar sua decisão, o magistrado apontou a ausência de elementos que comprovassem a necessidade de invadir o gabinete. Segundo Mendonça, as provas reunidas até o momento não indicam, com o grau de certeza exigido, que o local pudesse conter documentos ou registros relevantes para a investigação. "Portanto, ausente, neste momento, a demonstração concreta da necessidade da medida nesse ambiente específico, impõe-se o indeferimento do pedido quanto aos endereços funcionais indicados", justificou o ministro.

Apesar de o gabinete ter sido poupado, a Operação Compliance Zero está em pleno curso, cumprindo um total de 18 mandados de busca e apreensão em endereços na Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Além das buscas, outras medidas cautelares diversas da prisão estão sendo executadas, como a proibição de contato entre os investigados e a suspensão de passaportes. Essas ações visam garantir a ordem pública e impedir a continuidade de atividades ilícitas, protegendo a sociedade de desvios de conduta.

Em diligências realizadas em locais ligados a Jaques Wagner, a Polícia Federal (PF) encontrou cerca de 55 mil dólares (aproximadamente R$ 284,1 mil) e 33 mil euros (cerca de R$ 196,3 mil) em um quarto de hotel frequentado pelo parlamentar em Brasília. A operação também aponta que a família do senador teria recebido um apartamento avaliado em mais de R$ 2,4 milhões, doação atribuída a Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. A apuração busca esclarecer a origem e a legalidade desses valores e bens, reforçando a importância da transparência e da integridade na vida pública.

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