DECISÃO JUDICIAL CRUCIAL

Ministro do STF encaminha à PGR pedido para investigar financiamento do filme "Dark Horse"

Foto do ministro André Mendonça em um gabinete.
Ministro André Mendonça, do STF, cumpre exigência regimental ao encaminhar pedido de investigação à PGR.

A Procuradoria-Geral da República decidirá sobre o mérito da investigação, que apura possíveis irregularidades no financiamento da obra cinematográfica inspirada em Jair Bolsonaro.

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), encaminhará à PGR (Procuradoria-Geral da República) nesta segunda-feira, 29/06/2026, o pedido de investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse”. A decisão, motivada por exigências regimentais da Suprema Corte, é fundamental para garantir a devida apuração de possíveis irregularidades que afetam a lisura do processo democrático.

O regimento do STF determina que, ao receber uma notícia ou comunicação de suposto crime, o tribunal deve remeter o caso à PGR para análise e decisão. Este procedimento visa assegurar que o órgão competente, a Procuradoria-Geral, avalie a existência de elementos para iniciar uma investigação ou arquivar a denúncia, preservando a dignidade e a confiança nas instituições.

Apesar do início do recesso do Judiciário nesta quarta-feira (1), o gabinete do ministro André Mendonça funcionará normalmente. Esta diligência demonstra o compromisso em manter o controle sobre os processos e evitar estratégias que buscam decisões favoráveis durante períodos de menor atividade.

A redistribuição do pedido de investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse” ao ministro André Mendonça ocorreu na última semana, por determinação do presidente do STF, ministro Edson Fachin. O processo tramita sob sigilo.

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou a notícia-crime após o vazamento de áudios que supostamente conectam Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro ao financiamento da obra. Lindbergh pediu a inclusão de Flávio e Jair Bolsonaro em um inquérito que apura a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Ao analisar o pedido inicial, Moraes identificou uma possível conexão entre o financiamento do filme “Dark Horse” e investigações sobre o Banco Master. Por essa razão, sugeriu a Fachin a redistribuição do processo a Mendonça, relator dos casos envolvendo a instituição financeira, o que foi acatado.

Reportagens divulgadas em maio revelaram áudios nos quais Flávio Bolsonaro solicita recursos ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para a produção do filme. Outra matéria indicou Eduardo Bolsonaro como responsável pela gestão desses recursos, após ter sido escalado como produtor executivo. A produtora do filme, contudo, nega o recebimento de verbas de Vorcaro ou de empresas associadas.

No documento encaminhado ao STF, Lindbergh Farias levantou a suspeita de que recursos do Banco Master, supostamente solicitados a Vorcaro para o filme, poderiam ter sido desviados em benefício da família Bolsonaro, relacionando-se com a atuação de Eduardo contra instituições brasileiras.

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