VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
Ministério Público pede prisão preventiva de homem acusado de agredir ex-companheira em Praia Grande
Promotoria alega escalada de violência, perseguições e ameaças após fim do relacionamento. Defesa da vítima busca revogação da liberdade provisória do agressor.
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) solicitou a prisão preventiva de um homem de 31 anos, acusado de agredir sua ex-companheira, de 29, em frente ao local de trabalho dela em Praia Grande, no litoral de São Paulo. A decisão, protocolada nesta sexta-feira, 22/05/2026, busca impedir novas agressões e garantir a segurança da vítima, que alega ter sofrido ameaças e perseguições crescentes após o término do relacionamento.
O incidente ocorreu no dia 12 de maio, na Avenida Presidente Costa e Silva, bairro Boqueirão. A vítima estava saindo da padaria onde trabalha e se preparava para ir embora de bicicleta quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ao tentar fugir, foi detida pelo homem, que a agrediu com um soco no rosto. Apesar de ter sido preso em flagrante, o suspeito foi posteriormente liberado.

A denúncia, obtida pelo g1, revela que o homem não aceitava o fim do relacionamento de aproximadamente quatro meses. De acordo com o MP-SP, ele passou a procurar a vítima em sua residência e local de trabalho, realizou ligações de diferentes números e enviou mensagens ameaçadoras, configurando uma perseguição constante.
Testemunhas intervieram até a chegada da polícia, impedindo que a agressão fosse mais grave. O Ministério Público ressaltou que o ataque ocorreu em plena luz do dia, em via pública e em frente ao estabelecimento onde a vítima trabalha, evidenciando a audácia do agressor e o impacto público do ato.

A agressão causou na vítima uma perda momentânea da consciência. O laudo pericial apontou lesões leves, incluindo uma sutura na cavidade oral e escoriações no cotovelo esquerdo, revelando a força do impacto e a vulnerabilidade da mulher.
Pedido de prisão e urgência na investigação
Na argumentação para a prisão preventiva, o Ministério Público defende que medidas cautelares e protetivas foram insuficientes diante do comportamento do acusado, caracterizado por uma escalada de violência. A promotoria aponta um risco concreto de novas agressões e de descumprimento de decisões judiciais, além de um possível anseio por vingança.
Adicionalmente, o MP-SP requisitou que a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande investigue com celeridade relatos prévios de ameaças e perseguições atribuídas ao homem, buscando consolidar um quadro completo de sua conduta.
Homem dá soco em ex-namorada em Praia Grande. — Foto: Reprodução/Câmera de Segurança
Defesa da vítima busca revogação da liberdade provisória
O escritório Garcia Advogados, que representa a vítima, informou estar acompanhando o caso e apresentou evidências como conversas, prints e áudios de supostas ameaças de morte feitas pelo investigado. Segundo a defesa, esses elementos demonstram um risco iminente à integridade física da mulher.

Os advogados Matheus Tamada e Thyago Garcia destacaram que essas provas não foram apresentadas à polícia ou ao Judiciário durante a audiência de custódia, quando o suspeito obteve liberdade provisória com medidas como afastamento e proibição de aproximação. A defesa protocolou um pedido para revogar essa liberdade, argumentando ainda que o agressor trabalha próximo ao local onde a vítima atua, intensificando o temor e a insegurança que ela enfrenta diariamente.
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