TRANSPORTE SOB INVESTIGAÇÃO
Ministério Público investiga falhas e incêndio em linhas da CPTM após privatização
Após disparada nas ocorrências e um princípio de incêndio, o Ministério Público abriu inquérito e a CPTM retomou a operação das linhas temporariamente.
O Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito civil para apurar a série de falhas operacionais registradas nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A decisão, tomada nesta terça-feira (28), busca garantir a segurança dos passageiros e a qualidade do serviço público após a transferência da operação para a iniciativa privada.
A medida responde ao impacto direto que a instabilidade no sistema causou aos usuários, culminando em transtornos significativos à mobilidade urbana na capital. A investigação é fundamental para esclarecer se houve negligência na manutenção e se os padrões exigidos no contrato de concessão foram cumpridos pela concessionária Trivia Trens.
Em decorrência dos problemas, a Artesp determinou que a CPTM assumisse a operação das linhas por um prazo de 90 dias. A medida, que já está em vigor, permite que a estatal retome o comando do CCO para estabilizar o transporte enquanto o TCE-SP avalia a viabilidade dos planos de contingência apresentados pelo Governo do Estado e pela operadora.
O inquérito também detalha a gravidade da situação operacional. Entre as evidências citadas, consta um aumento de 275% nas ocorrências na Linha 11-Coral em relação ao ano anterior e o princípio de incêndio ocorrido em 23 de julho, que forçou usuários a evacuarem uma composição perto da estação Brás. A Trivia Trens declarou que atenderá às solicitações do Ministério Público dentro dos prazos legais.
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