PIB ACELERA

Ministério da Fazenda avalia crescimento de 1,1% do PIB no primeiro trimestre

Fachada do Ministério da Fazenda.
Fachada do Ministério da Fazenda em Brasília.

Secretaria de Política Econômica (SPE) da Fazenda confirma expectativa de mercado e projeta desaceleração, seguida de retomada no fim do ano, impulsionada pela indústria e pela flexibilização monetária.

O Ministério da Fazenda se pronunciou, na manhã desta sexta-feira, 29/05/2026, sobre o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço na economia foi de 1,1% no primeiro trimestre do ano.

Em nota oficial, a Secretaria de Política Econômica (SPE) da Fazenda destacou que o crescimento econômico do período correspondeu às expectativas gerais do mercado e superou as previsões internas da pasta, que antecipava um avanço de 1,0%. Contudo, a SPE alertou que uma desaceleração da economia é esperada nos próximos trimestres.

A expectativa da secretaria é de que o crescimento na margem desacelere à medida que o efeito de políticas públicas se dissipe. Esse cenário, porém, pode ser parcialmente compensado pela redução do custo do crédito. Para o quarto trimestre de 2026, prevê-se uma retomada, impulsionada pela indústria manufatureira, que se beneficiará da flexibilização monetária em curso.

A projeção da SPE baseia-se na expectativa de uma redução nos juros da economia. Atualmente, a taxa básica de juros, a Selic, encontra-se em 14,5%, patamar estabelecido após a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em 28 e 29 de abril. O próximo encontro do colegiado está agendado para 16 e 17 de junho.

O mercado financeiro, por sua vez, projeta que os juros encerrarão o ano em 13,25%, conforme indicado pelo Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central na última segunda-feira, 25/05/2026.

A taxa Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para o controle da inflação. Ela incide sobre as negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros praticadas no país.

O que é o PIB?

O Produto Interno Bruto (PIB) representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade em um determinado período, geralmente um ano. A divulgação é realizada trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

  • Uma alta no PIB sinaliza crescimento econômico, indicando que a economia do país está expandindo.
  • Um recuo no PIB, por outro lado, implica em encolhimento da produção econômica nacional.

Projeções Econômicas para 2026

A estimativa do Banco Central (BC) para o crescimento da atividade econômica brasileira em 2026 é de 1,6%. Já o Ministério da Fazenda apresenta uma projeção mais otimista, de 2,3%. Para o mercado financeiro, o PIB do Brasil deve avançar 1,89% neste ano.

Em 2025, a economia brasileira registrou um crescimento de 2,3%, inferior aos 3,4% observados em 2024.

Desempenho Setorial no Trimestre

O PIB brasileiro registrou uma expansão de 1,1% no primeiro trimestre de 2026 (janeiro a março), em comparação com o trimestre anterior. A agropecuária liderou o crescimento setorial, com alta de 2%. A indústria apresentou um avanço de 1%, seguida pelos serviços, com 0,5%.

Os resultados setoriais foram:

  • Agropecuária: 2%;
  • Indústria: 1%; e
  • Serviços: 0,5%.

Perspectivas Anuais Mantidas

Diante do resultado divulgado nesta sexta-feira, o Ministério da Fazenda mantém sua projeção de 2,3% para o crescimento do PIB em 2026. O mercado financeiro, por sua vez, mostra-se mais cauteloso.

O Boletim Focus, na sua edição mais recente de segunda-feira (25/05/2026), indica uma expectativa de avanço de 1,89% para o PIB, superando a projeção da semana anterior (1,85%).

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) espera um crescimento do PIB na casa de 1,6% para 2026, mesmo percentual previsto pelo Banco Central.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou o retorno do Brasil à posição de 10ª maior economia global neste ano. O documento do FMI também incluiu uma atualização em sua projeção de crescimento do PIB brasileiro, elevando-a para 1,9%.

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