DECISÃO NA CÂMARA

Militares estaduais condenados poderão cumprir pena em quartéis após aprovação em comissão da Câmara

Sede da Câmara dos Deputados.
Projeto de lei aprovado na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.

Projeto que permite que PMs e bombeiros estaduais condenados cumpram pena em unidades militares avança na Câmara dos Deputados. Medida visa proteger agentes de retaliações e preservar a dignidade profissional.

Policiais militares e bombeiros estaduais condenados pela Justiça poderão ter a permissão para cumprir pena em unidades prisionais militares. Essa possibilidade surge após a aprovação de um projeto de lei na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, nesta sexta-feira, 19/06/2026. A proposta, que visa humanizar o cumprimento de pena e garantir a segurança desses profissionais, ainda precisa tramitar por outras comissões e pelo plenário da Câmara, além do Senado Federal.

O texto altera a Lei Orgânica Nacional dos Militares Estaduais para assegurar que esses profissionais permaneçam em estruturas militares mesmo após o trânsito em julgado da condenação e em situações de perda do posto ou da graduação. A decisão busca proteger os agentes, que, segundo o autor do projeto, deputado Sargento Gonçalves (PL-RN), correm riscos ao serem enviados para presídios comuns. Muitos desses militares atuaram diretamente no combate a organizações criminosas, o que poderia torná-los alvos de retaliação dentro do sistema prisional convencional.

O deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), relator da matéria na comissão, reforçou a preocupação com a segurança, argumentando que o risco de retaliações por parte de grupos criminosos não cessa com a condenação do militar. A proposta revoga a norma atual que permite o envio desses profissionais para presídios comuns, mesmo que em alas separadas. A prioridade será o cumprimento da pena em unidades prisionais militares da própria corporação. Caso não haja estrutura disponível, o militar poderá ser alocado em alojamentos de unidades militares estaduais com condições adequadas. Na ausência destas, a prisão domiciliar é prevista como alternativa.

Após a aprovação na Comissão de Segurança Pública, a matéria seguirá para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para se tornar lei, o projeto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

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