GOLPES DIGITAIS NA COPA
Milhares de sites fraudulentos surgem em meio à Copa do Mundo de 2026
Mais de 1.140 domínios registrados com referência ao evento foram identificados como suspeitos, focando em venda de ingressos falsos e roubo de dados. Empresas de segurança alertam para a necessidade de proteção.
Um levantamento de dados revelou que, entre janeiro e maio de 2026, cerca de 1.140 de 13 mil domínios eletrônicos registrados com referências à Copa do Mundo de 2026 foram classificados como suspeitos. A decisão de alertar o público sobre esses riscos foi tomada com base na análise detalhada dessas plataformas, que preocupam pela sua associação a atividades ilícitas. A importância desta informação reside na proteção dos consumidores e na integridade do evento esportivo mais aguardado. De acordo com a análise, os perfis criados sustentam campanhas voltadas à aplicação de golpes financeiros e roubo de informações sensíveis. A principal ameaça identificada é a venda de ingressos falsos, especialmente através de canais como o Telegram. Além disso, foram apontadas como plataformas para golpes lojas virtuais com produtos falsificados, plataformas ilegítimas de transmissão de jogos, campanhas de phishing e falsas oportunidades de emprego relacionadas ao evento. Outro destaque do levantamento, realizado pela Fortinet, empresa de segurança cibernética, é a alta de perfis falsos em redes sociais. Mais de 1.700 contas e canais utilizam indevidamente a identidade e a marca da FIFA. Desses, 60,27% estão no Instagram, 28,94% no Facebook, 8,16% no X (antigo Twitter), 1,66% no Telegram e 0,97% no YouTube. Alexandre Bonatti, vice-presidente de Engenharia da Fortinet Brasil, informou que os pesquisadores também identificaram a circulação de aplicativos maliciosos. Esses aplicativos simulam serviços de apostas esportivas, streaming de partidas e acompanhamento de resultados. Distribuídos por sites não oficiais e canais de mensagens, eles podem instalar malwares capazes de roubar credenciais, capturar dados financeiros e comprometer os dispositivos das vítimas. Entre os golpes mais aplicados, o principal é a comercialização de ingressos falsos. Esses golpes funcionam com páginas quase idênticas às oficiais, convencendo o consumidor a realizar pagamentos ou fornecer dados pessoais e bancários. Falsas lojas de produtos licenciados também apresentam alta incidência, aproveitando o interesse por camisas, itens colecionáveis e produtos exclusivos da Copa do Mundo para comercializar mercadorias inexistentes ou falsas. Outra modalidade em crescimento envolve vagas de trabalho temporárias ligadas ao torneio. Mensagens distribuídas por redes sociais, aplicativos de conversa e e-mails direcionam candidatos para páginas falsas de recrutamento que simulam processos seletivos legítimos, capturando credenciais de acesso e informações pessoais. Para se proteger, é aconselhável conferir o endereço dos sites antes de realizar compras ou cadastrar dados pessoais. Priorize a compra de ingressos e produtos oficiais pelos canais oficiais ou parceiros autorizados e evite downloads de aplicativos e plataformas de streaming não oficiais. O uso de autenticação de múltiplos fatores em contas digitais, o acompanhamento regular de movimentações bancárias e notificações de operações, e a desconfiança em ofertas com prazos e descontos incomuns são medidas essenciais. Para empresas, a adoção de estratégias integradas de segurança é recomendada. Isso inclui o monitoramento contínuo de domínios, a implementação de detecção de phishing e fraudes digitais, e a manutenção constante de plataformas, aplicações e integrações.
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