INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E INFRAESTRUTURA

Meta amplia data center Hyperion nos EUA para 5 gigawatts com investimento de US$ 50 bilhões

Escritório da Meta em Menlo Park, Califórnia, Estados Unidos
Sede da Meta em Menlo Park, Califórnia. Foto: REUTERS/Nathan Frandino.

Projeto em Louisiana visa expandir capacidade computacional para modelos de IA, gerando debates sobre custos energéticos e impacto social.

A Meta oficializou a ampliação de seu complexo de processamento de dados localizado em Richland Parish, no Estado norte-americano de Louisiana, visando elevar sua capacidade computacional para 5 gigawatts. A decisão, comunicada nesta segunda-feira, 13/07/2026, eleva o volume de recursos destinados ao projeto para um montante superior a US$ 50 bilhões, refletindo o esforço da empresa em liderar a corrida pela hegemonia tecnológica global.

O empreendimento, denominado Hyperion, foi concebido originalmente para entregar 2 gigawatts de potência, atendendo à demanda por treinamento de grandes modelos de linguagem semelhantes ao ChatGPT. A escala do projeto, contudo, desperta preocupações em organizações como a Earthjustice, que alerta para o risco de transferência de custos operacionais aos consumidores locais caso o cronograma de investimento sofra interrupções.

Para mitigar as tensões sociais e ambientais inerentes ao alto consumo energético, a Meta comprometeu-se em aplicar US$ 1 bilhão em melhorias urbanas na região de Richland Parish, contemplando estradas, redes de saneamento e infraestrutura hídrica. A medida busca equilibrar o peso da infraestrutura de IA com o bem-estar das comunidades vizinhas, uma estratégia que ressoa com a promessa da companhia de investir US$ 600 bilhões em emprego e infraestrutura nos EUA até 2029.

A ofensiva de Mark Zuckerberg em tecnologias de IA ocorre em um cenário de escassez de oferta de processamento. Embora o projeto conte com respaldo político — incluindo citações prévias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump —, a execução permanece sob escrutínio de grupos de defesa do consumidor, que questionam a sustentabilidade econômica a longo prazo da infraestrutura intensiva em energia.

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