DADOS DO SETOR
Mercado imobiliário de Natal registra salto de 78% nas vendas em um ano
Pesquisa da Brain Inteligência de Mercado aponta alta no Valor Geral de Vendas e valorização dos imóveis, enquanto a Região Metropolitana enfrenta recuo.
O mercado imobiliário de Natal consolidou uma trajetória de expansão nos últimos 12 meses encerrados em junho de 2026. A capital potiguar comercializou 1.720 unidades verticais no período, o que representa um aumento de 78% em comparação às 967 unidades vendidas no mesmo intervalo de 2025.
Os dados compõem um levantamento da Brain Inteligência de Mercado, realizado a pedido do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Rio Grande do Norte (Sinduscon-RN) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-RN). O estudo, que reflete o desempenho do segundo trimestre de 2026, destaca que a oferta também cresceu, com 1.596 novas unidades lançadas, uma alta de 34% frente ao ano anterior.
Esse aquecimento impulsionou o Valor Geral de Vendas (VGV) para R$ 931 milhões, uma elevação de 22% corrigida pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI). O preço médio do metro quadrado na cidade atingiu R$ 9.780, consolidando uma valorização de 17% em 12 meses. Apesar da alta, Natal mantém preços competitivos quando confrontada com capitais como Maceió e João Pessoa.
Enquanto o setor urbano na capital celebra o dinamismo, a Região Metropolitana apresenta um cenário oposto. O mercado local enfrentou retração de 47% nas vendas e queda de 53% nos lançamentos de imóveis verticais, além de redução de 30% nos novos projetos de unidades horizontais.
Para Marcelo Toscano, diretor de operações do Sebrae-RN, o cenário reforça a importância da leitura técnica para a tomada de decisão. “Os dados mostram um mercado imobiliário mais aquecido em Natal, revelando uma demanda consistente”, pontuou.
Francisco Ramos, vice-presidente de Mercado Imobiliário do Sinduscon-RN, ressalta que, embora os números sejam positivos, o setor mantém cautela. “O crescimento, mesmo com desafios de juros e custos de produção, mostra a confiança do consumidor, mas indica a necessidade de atenção às particularidades de cada área, especialmente frente à retração na Região Metropolitana”, concluiu.
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