MERCADO AUTOMOTIVO EM MOVIMENTO

Renault reduz preço do Kwid em R$ 11,6 mil e mantém posto de mais barato do Brasil

Vista frontal do novo Renault Kwid 2027 estacionado.
Renault Kwid 2027 apresenta novas opções de conectividade e preço reduzido.

Linha 2027 chega com visual renovado e multimídia maior, custando a partir de R$ 71.190. Estratégia busca atrair consumidores em um mercado de entrada retraído.

A Renault anunciou na quarta-feira (26/08) uma redução de R$ 11,6 mil no preço sugerido da linha 2027 do Kwid. Com a mudança, o hatch volta a assumir o posto de carro zero quilômetro mais barato do Brasil, com valores iniciais de R$ 71.190, chegando a R$ 84.890 nas versões topo de linha.

A movimentação da montadora ocorre em um cenário onde o consumidor brasileiro busca melhor custo-benefício em meio a um mercado de entrada desafiador. Para efeito de comparação, o Fiat Mobi é comercializado entre R$ 85.490 e R$ 87.990, enquanto o Citroën C3 varia de R$ 88.990 a R$ 116.990.

Além do reposicionamento de preços, o veículo apresenta atualizações estéticas e tecnológicas. Na parte externa, as alterações são pontuais na dianteira, com uma grade de ar mais estreita e maior presença de plástico preto fosco. Internamente, o foco foi a conectividade: a central multimídia subiu para 10,1 polegadas e agora está integrada ao painel, que também recebeu uma tela colorida personalizável. O volante passa a contar com comandos integrados para mídia e painel.

Apesar das inovações, o espaço do porta-malas permanece em 290 litros — superando os 200 litros do Fiat Mobi e ficando abaixo dos 310 litros do Citroën C3. O conjunto mecânico também não sofreu alterações estruturais.

Em relação à eficiência energética, o novo Kwid apresenta variações discretas no consumo. Na cidade, o modelo registra 14,7 km/l com Gasolina e 10,2 km/l com Etanol. Na estrada, os índices alcançam 15 km/l (Gasolina) e 10,6 km/l (Etanol).

O setor de entrada enfrenta dificuldades de volume de vendas. Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) indicam que, entre janeiro e julho de 2026, esses modelos representaram menos de 10% das unidades comercializadas no país, evidenciando a necessidade de estratégias agressivas de preços por parte das montadoras.

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