INDICADORES DE EMPREGO
Mercado de trabalho registra recorde nacional enquanto RN trava na criação de vagas
Brasil atinge o menor índice de desemprego da série histórica da Pnad Contínua, mas dados do Novo Caged revelam desaceleração severa na abertura de postos formais no RN.
A taxa de desemprego no Brasil atingiu o menor patamar da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012, ao cair para 5,3% no trimestre encerrado em julho. A marca foi confirmada pelo IBGE em dados divulgados na quinta-feira (27/08), evidenciando um cenário de expansão no mercado de trabalho nacional que, contudo, reflete de forma heterogênea no Rio Grande do Norte.
Enquanto o país celebra um recorde de 103,3 milhões de pessoas ocupadas, o Rio Grande do Norte vive um paradoxo: embora a taxa de desocupação estadual tenha recuado para 5,6% no segundo trimestre — uma queda significativa frente aos 7,6% observados no período anterior —, a geração de vagas com carteira assinada sofreu uma estagnação preocupante.
Levantamentos realizados pelo Agora RN junto à base Sidra indicam que, apesar da redução no desemprego, a criação de postos de trabalho formais despencou. Conforme os registros do Novo Caged, o estado abriu apenas 716 vagas formais ao longo do primeiro semestre. O volume representa uma queda drástica de 89,4% em comparação às 6.744 oportunidades criadas no mesmo intervalo de 2025.
O impacto desta retração é sentido diretamente pelos trabalhadores e pela economia local. Com apenas 287 novos postos em junho, o Rio Grande do Norte registrou o saldo mais baixo do Nordeste. Setores como serviços, construção e comércio foram os únicos pilares que mantiveram o saldo positivo, sustentando o mercado local diante das dificuldades de expansão.
O fenômeno de redução da desocupação acompanhado por escassez de vagas formais reflete um ajuste estrutural. A ABIH-RN, por exemplo, aponta que a dificuldade em encontrar profissionais qualificados tem sido um entrave, levando a entidade a oferecer 400 vagas em cursos de capacitação para o setor de turismo.
A disparidade entre os indicadores da Pnad Contínua e do Novo Caged ocorre porque as metodologias divergem: a Pnad considera todas as formas de ocupação, incluindo o mercado informal e quem busca trabalho, enquanto o Caged contabiliza estritamente os empregos celetistas. O Ministério do Trabalho deve atualizar o detalhamento estadual do Caged de julho até o encerramento do mês.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário