DEMOGRAFIA E URBANISMO

IBGE revela quais capitais do Brasil registraram queda populacional

Edifício sede do IBGE
Fachada do edifício sede do IBGE com bandeira do Brasil ao fundo — ESTADÃO CONTEÚDO

Salvador (BA), Natal (RN), Belém (PA) e Belo Horizonte (MG) apresentam redução no número de habitantes; estudo serve de base para repasses do TCU.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identificou uma retração populacional em quatro capitais brasileiras, revelando uma tendência de mudança no contingente demográfico do País. A decisão técnica de divulgar essas estimativas, oficializada na sexta-feira (28/08/2026) por meio do Diário Oficial da União (DOU), fundamenta-se na necessidade de atualizar os índices que norteiam políticas públicas e o cálculo do Fundo de Participação dos Municípios pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Entre as capitais, Salvador (BA) — a quinta cidade mais populosa do Brasil, com 2.559.945 habitantes — apresentou a maior variação negativa, com perda de 0,17% em relação ao levantamento de 2025. O fenômeno também atinge Natal (RN), com -0,13%; Belém (PA), com -0,08%; e Belo Horizonte (MG), com -0,02%. Estas variações impactam diretamente a prestação de serviços públicos essenciais, uma vez que o número de habitantes é critério direto para o repasse de verbas federais.

Enquanto algumas metrópoles encolhem, outras regiões mantêm estabilidade ou crescimento. Porto Alegre, por exemplo, não registrou variação populacional no período. Já Boa Vista (RR) destacou-se com um salto de 3,2% em sua população. Em âmbito nacional, o Brasil soma 214,2 milhões de habitantes, com uma taxa de crescimento geométrico (TGC) de 0,37%, sinalizando um ritmo de expansão menor do que os 0,39% registrados anteriormente.

O estudo, além de captar o êxodo urbano e a transição demográfica, oferece um retrato das disparidades regionais. Enquanto o Brasil concentra milhões de pessoas em polos como São Paulo (11.911.337) e Rio de Janeiro (6.731.133), municípios como Serra da Saudade (MG) mantêm populações ínfimas, abaixo de mil habitantes. A manutenção desses dados é vital para que a gestão pública acompanhe a realidade social dos brasileiros com precisão.

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