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Médico é preso por ameaçar enfermeira e vandalizar carro no ES

Médico é preso após ameaçar enfermeira no Espírito Santo
Médico é preso após ser demitido e ameaçar de morte uma enfermeira em Cachoeiro de Itapemirim. A imagem mostra a Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim. Foto: Reprodução/PCES.

Eder Rodrigues de Araujo reage a demissão com violência em Cachoeiro de Itapemirim e é autuado em flagrante.

A Polícia Civil prendeu o médico Eder Rodrigues de Araujo na terça-feira, 05 de maio de 2026, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. A ação aconteceu depois que ele ameaçou de morte uma enfermeira e vandalizou o carro dela. A prisão veio após o profissional se exaltar com a notícia de sua demissão de uma unidade de saúde no distrito de Burarama na segunda-feira, 04 de maio de 2026, atribuindo a culpa à colega de trabalho. Este incidente choca pela agressividade e pela clara quebra de confiança no ambiente profissional, impactando diretamente a segurança e a dignidade da enfermeira envolvida.

Ameaças e Vandalismo

Segundo relatos da Guarda Civil Municipal, Eder Rodrigues de Araujo demonstrou profunda irritação ao ser informado de seu desligamento, culminando em uma série de ameaças contra a enfermeira, a quem ele responsabilizou pela situação. A vítima, de 46 anos, afirmou que as intimidações ocorreram na presença de outros funcionários da unidade de saúde.

Os agentes registraram que o médico proferiu frases como “iria passar com o carro em cima da enfermeira e da filha dela”, intensificando o medo e a angústia da profissional. Na manhã seguinte, terça-feira, 05 de maio de 2026, a enfermeira encontrou seu veículo gravemente danificado, com os retrovisores quebrados, os quatro pneus furados e diversos arranhões. Ela acredita firmemente que os atos de vandalismo estão diretamente ligados às ameaças recebidas.

Contexto da Demissão e Ação das Autoridades

A Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim informou que Eder Rodrigues de Araujo trabalhava há aproximadamente quatro meses na unidade de saúde e sua demissão foi motivada por “problemas de convivência com a equipe”. A Secretaria Municipal de Saúde, em nota, lamentou o ocorrido e agiu rapidamente, reforçando a segurança da unidade com o apoio da Guarda Municipal e designando um novo médico para o posto.

A Polícia Civil, após conduzir o suspeito à Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim, autuou-o em flagrante. O médico responde por peculato (duas vezes), ameaça (duas vezes), injúria (três vezes) e difamação. Após os procedimentos legais, ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

Posicionamento do Conselho de Medicina

O Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES) declarou que pode instaurar uma sindicância, seja por denúncia formal ou de ofício, em casos de grande repercussão pública como este. Este processo investigativo visa apurar os fatos detalhadamente e, se forem identificados indícios de infração ao Código de Ética Médica, pode resultar na abertura de um Processo Ético Profissional contra o médico.

O conselho ressaltou que não comenta casos específicos e que todos os procedimentos tramitam sob rigoroso sigilo, garantindo a lisura e a confidencialidade das apurações.

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