EMPREENDEDORISMO COM PROPÓSITO

Médica deixa UTI neonatal para criar ateliê de cerâmica inclusivo

Maria Angélica Telles em seu ateliê de cerâmica inclusivo após deixar a carreira de médica em UTIs neonatais.
Médica deixa carreira e cria ateliê de cerâmica inclusivo que fatura R$ 95 mil por mês — Foto: Reprodução/PEGN

Maria Angélica Telles converteu décadas de prática na pediatria em um negócio de R$ 95 mil mensais focado em acolhimento e acessibilidade.

A busca por maior qualidade de vida e conexão familiar levou a médica Maria Angélica Telles a transitar da medicina intensiva para o empreendedorismo criativo, conforme anunciado nesta segunda-feira, 20/07/2026. A fundadora do Almamia Ateliê de Cerâmica, apelidada como Magé, decidiu encerrar uma trajetória de duas décadas em UTIs neonatais para dedicar-se a um espaço artístico que prioriza a inclusão de pessoas com necessidades específicas. O projeto, estruturado com um investimento de R$ 900 mil, surgiu a partir de uma necessidade pessoal. O filho da empreendedora, Thiago, que possui uma condição genética, encontrou na modelagem em argila um canal de concentração e expressão que as atividades convencionais não ofereciam. Ao observar o impacto positivo da cerâmica no cotidiano familiar, Magé compreendeu que a arte poderia ser um instrumento de cuidado terapêutico. Atualmente, o negócio alcança um faturamento médio mensal de R$ 95 mil, operando sob uma metodologia que adapta o ambiente aos estímulos sensoriais de cada aluno. A gestão do espaço conta com a colaboração interdisciplinar de profissionais da saúde, incluindo psicólogos e terapeutas ocupacionais, garantindo que o ensino de cerâmica seja um ambiente seguro e acolhedor. Para Magé, a transição de carreira representa mais do que um sucesso financeiro; é a concretização de uma filosofia de vida. O Almamia Ateliê de Cerâmica, localizado na Rua Visconde do Rio Branco, 461, Mercês, Curitiba, PR (CEP: 80410-000), consolidou-se como um ponto de encontro onde famílias fortalecem vínculos enquanto moldam suas próprias peças, provando que o empreendedorismo pode ser profundamente afetivo e inclusivo.

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