DIPLOMACIA EM FOCO

Mauro Vieira se reúne com chanceler da Ucrânia durante cúpula do G7

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o chanceler da Ucrânia, Andrii Sybiha, durante reunião na cúpula do G7.
Ministros das Relações Exteriores do Brasil e Ucrânia em encontro na França.

Ministros de Relações Exteriores do Brasil e Ucrânia discutem laços políticos e econômicos em encontro na França, em meio a tensões diplomáticas entre os países.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, encontrou-se com o chanceler da Ucrânia, Andrii Sybiha, durante a cúpula do G7 na França. O encontro, ocorrido nesta terça-feira, 16/06/2026, focou no fortalecimento das relações bilaterais e no aprofundamento dos laços políticos e econômicos entre Kiev e Brasília.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, Sybiha detalhou que as discussões abrangeram o desenvolvimento das relações entre os dois países. O chefe da diplomacia ucraniana também informou Mauro Vieira sobre os recentes acontecimentos na guerra do Leste Europeu e os esforços de paz em andamento. "Agradeço o engajamento do Brasil e aguardo com expectativa a continuação de nosso diálogo", declarou o chanceler ucraniano, ressaltando a importância do diálogo em tempos de conflito.

Apesar da reunião entre os ministros, a possibilidade de um encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Volodymyr Zelensky, ambos presentes na cúpula que reúne os líderes das sete principais economias mundiais, permanece incerta. O governo ucraniano havia solicitado uma reunião bilateral entre os líderes na cúpula do G7, mas, até o momento, não há confirmações sobre a realização do encontro.

As relações diplomáticas entre Brasil e Ucrânia têm sido marcadas por tensões desde o início do terceiro mandato do presidente Lula. A Ucrânia interpretou algumas posições e declarações de Lula como favoráveis à Rússia, gerando apreensão. Contudo, um encontro anterior entre Lula e Zelensky, realizado durante a Assembleia Geral da ONU em Nova York no ano passado, foi classificado pelo presidente ucraniano como "importante" e serviu para atenuar as divergências.

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