JORNADA DIGNA
Marinho descarta aumento da informalidade com fim da escala 6x1
Proposta em debate no Congresso prevê duas folgas semanais e 40 horas de jornada sem redução salarial, visando dignidade e flexibilidade.
O Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, rechaçou nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026, a preocupação de que o fim da escala de trabalho 6x1 possa aumentar a informalidade no Brasil. A proposta, em discussão no Congresso Nacional, busca garantir duas folgas semanais sem redução salarial, visando promover mais dignidade e qualidade de vida aos trabalhadores.
Marinho afirmou a sua posição durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, no Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Ele assegurou que a mudança na jornada não oferece risco de precarização, mas, ao contrário, deve ser acompanhada por estratégias de formalização do emprego. "Não há qualquer perigo de você fomentar a informalidade. O que nós precisamos é formalizar mais", destacou.
O ministro explicou que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) já prevê diversas formas de contratação e sublinhou a importância dos acordos coletivos entre categorias profissionais e empregadores para definir as jornadas de trabalho.
Sobre a proibição do trabalho aos fins de semana, Marinho esclareceu que o fim da escala 6x1 não a implica. Ele citou que setores essenciais, que operam diariamente, como o comércio, poderão manter seus modelos atuais, enquanto outras áreas poderão organizar as folgas de maneira flexível, conforme as negociações. "O que se propõe é flexibilidade, que seja matéria de contrato coletivo, de convenção coletiva entre trabalhadores e empregadores", reforçou.
A proposta, enviada ao Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início de abril, prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com duas folgas semanais e sem qualquer impacto nos salários.
No Legislativo, a iniciativa já obteve avanço na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados e, atualmente, aguarda análise em uma comissão especial antes de ser submetida à votação em plenário. A decisão ainda não é definitiva e está sujeita a novas discussões e alterações.
Marinho ainda reiterou o compromisso do governo com o diálogo sobre os possíveis impactos da medida em micro e pequenos negócios, defendendo que ajustes específicos podem ser negociados com os diferentes segmentos da economia.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário