ALERTA AOS PAIS

Mãe de vítima de indução ao suicídio faz alerta sobre riscos na internet

Equipamentos eletrônicos apreendidos pela Polícia Civil durante operação contra crimes virtuais.
Equipamentos utilizados para crimes foram apreendidos durante a operação policial. Foto: Reprodução/PCMS

Após operação da Polícia Civil resultar em prisões, familiar busca transformar tragédia em conscientização sobre a segurança digital de adolescentes.

Uma mãe busca transformar a dor da perda de sua filha de 13 anos, vítima de um esquema de indução ao suicídio pela internet, em um apelo por proteção e vigilância. O caso ganhou repercussão após uma operação policial realizada no dia 4 de agosto, que resultou na apreensão de cinco adolescentes e na prisão de um jovem de 18 anos por ameaças e aliciamento virtual.

“Sei que nada vai trazer minha filha de volta, mas tenho consciência que a morte dela salvou muitas outras vidas que estavam na mira”, afirmou a mãe. Para ela, a responsabilização dos envolvidos traz um sentimento contraditório, marcado pelo luto profundo e pela esperança de que o caso sirva de alerta para outras famílias que, assim como a dela, podem não notar os sinais de perigo.

A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) sob comando da delegada Karine Sanches, avançou no dia 6 de agosto ao reclassificar o caso de suicídio para homicídio. A mudança ocorreu após a análise de materiais apreendidos que confirmaram a atuação de uma organização criminosa estruturada.

Os suspeitos operavam utilizando técnicas de engenharia social no Discord e no Telegram, buscando vítimas vulneráveis para disseminar conteúdos de automutilação, ódio e neonazismo. A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, com apoio do Ministério da Justiça, localizou os alvos em diversos estados, incluindo Ceará, Minas Gerais, Pará e Rio de Janeiro.

A delegada Karine Sanches reforça que o acompanhamento do ambiente digital por parte dos responsáveis não é uma invasão de privacidade, mas uma ferramenta vital de segurança. A orientação é que pais utilizem mecanismos de controle parental e monitorem de perto as interações de crianças e adolescentes nas redes sociais.

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