DILEMA DE FAMÍLIA
Mãe contesta acusações de filha que busca retirar nome materno dos registros
Patrícia Alves Duque nega denúncias feitas por Heloísa, que tenta romper vínculos definitivos após sofrer abusos na infância.
A Justiça analisa o pedido de uma jovem para remover permanentemente o nome da mãe de seus documentos civis, motivada pelo desejo de encerrar traumas profundos decorrentes de uma relação marcada por denúncias de violência e negligência. A decisão, que ainda aguarda recurso, é vista pela requerente como um passo essencial para a reconstrução de sua dignidade e autonomia pessoal.
O caso ganhou repercussão após o Fantástico trazer a público o relato da jovem, que anteriormente se chamava Larissa e obteve autorização para alterar seu prenome. Heloísa afirma que a presença do nome materno em cadastros e prontuários médicos a força a reviver episódios de dor. Em resposta, Patrícia Alves Duque negou as alegações, sustentando que os relatos seriam uma estratégia da filha para se afastar da família e viver com o pai.
O histórico de conflitos é antigo. Documentos do Conselho Tutelar mostram que, ainda aos 11 anos, a jovem buscou auxílio para reportar agressões. Posteriormente, investigações do Ministério Público sobre abusos sexuais resultaram na condenação de dois homens, enquanto Patrícia foi ouvida apenas como testemunha na ocasião.
No que diz respeito aos aspectos técnicos, a Justiça concedeu uma medida protetiva em 2025 que impede Patrícia de se aproximar a menos de 500 metros da filha, enquanto inquéritos policiais investigam denúncias de violência doméstica e conivência com abusos. Embora o magistrado tenha reconhecido a seriedade dos relatos, o pedido de exclusão total da filiação do registro civil foi indeferido em primeira instância por falta de previsão legal, levando a defesa a recorrer da decisão.
Atualmente formada em Biomedicina e estudante de Ciências Econômicas, a jovem reforça que a medida não é apenas burocrática, mas uma forma de encerrar um capítulo traumático de sua trajetória de vida.
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