MEMÓRIA ATIVA

Lula sanciona lei que cria Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19

Presidente Lula sancionando a lei em cerimônia no Palácio do Planalto
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona lei que institui Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19

A data, 12 de março, homenageia a primeira vítima da doença no país. Medida busca reflexão sobre o impacto da crise sanitária e honrar as mais de 716 mil vidas perdidas.

O Brasil agora conta com o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, uma homenagem essencial para as mais de 716 mil vidas perdidas na maior crise sanitária da história do país. A lei foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira, 11/05/2026, em cerimônia no Palácio do Planalto, com o objetivo de perpetuar a lembrança dos falecidos e fomentar a reflexão sobre o enfrentamento a futuras pandemias.

O 12 de março foi o dia escolhido para esta celebração da memória, marcando a data do falecimento de Rosana Aparecida Urbano, técnica de enfermagem e primeira vítima da doença registrada no Brasil, em São Paulo. O texto da lei obteve aprovação do Congresso Nacional no mês anterior.

A cerimônia oficial no Planalto reuniu representantes de associações de familiares das vítimas da Covid-19, que reforçam a importância de responsabilização para aqueles profissionais que, em momentos críticos, contribuíram para a desinformação sobre vacinas e tratamentos da doença. A pandemia deixou uma ferida profunda na nação, impactando a dignidade e a vida de milhões de famílias.

Em seu discurso, o presidente Lula fez críticas à gestão da pandemia pelo então governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, a qual classificou como “desastrosa”. Bolsonaro, por sua vez, está atualmente em prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado. Lula também enfatizou a conivência de diversos segmentos, inclusive entidades médicas.

Temos que dizer em alto e bom som a quantidade de médicos que receitavam cloroquina e a quantidade de gente que dizia que a vacina fazia as pessoas virarem gays, virarem jacaré, que fazia todo o mal a crianças. Se a gente não der o nome, as pessoas não serão conhecidas.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a maioria dos brasileiros teve algum familiar vítima da Covid-19 ou conhece pessoas que perderam entes queridos, especialmente devido à demora na disponibilidade da vacina. Segundo o ministro, a criação desta data é crucial por promover um momento anual de debate e reflexão contínua sobre como enfrentar problemas semelhantes.

O presidente sanciona esse projeto, sanção integral do projeto, para que fique marcado, e todo ano a gente possa falar sobre isso, não só no dia específico, mas ao longo de todo ano, a gente possa discutir o que é necessário para enfrentar futuras pandemias, sobretudo continuar cuidando das vítimas e dos seus familiares que estão afetados dessa pandemia.

No mês passado, o Ministério da Saúde lançou o Memorial da Pandemia no Rio de Janeiro, um espaço dedicado a homenagear as mais de 700 mil vítimas da Covid-19 no país. O memorial está localizado no edifício do Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), que foi reaberto após quase quatro anos de obras de recuperação e um investimento de cerca de R$ 15 milhões.

Vacinação

Desde o período pandêmico, o Brasil tem mostrado melhoria nos indicadores de vacinação, que sofreram uma acentuada queda durante o governo anterior, conforme apontou Padilha. “Chegamos ao final de 2025 com a melhor cobertura vacinal dos últimos 9 anos, graças à parceria com os estados, com os municípios, com os conselhos, com os profissionais de saúde. As coberturas vacinais infantis, quando a gente assumiu em 2023, estava abaixo de 80%. Hoje, todas elas tão acima de 90%”, informou o ministro, celebrando a recuperação da saúde pública e a proteção da população.

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