INVESTIMENTO EM TECNOLOGIA

Lula projeta revolução energética para atrair data centers ao Brasil

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursando em comício acompanhado por aliados políticos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante ato de campanha no Rio de Janeiro.

Presidente defende expansão de energia renovável e pressiona pela aprovação do Redata, que permanece sem definição no Senado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a intenção de transformar a matriz energética brasileira para viabilizar a instalação de grandes centros de processamento de dados no país. A declaração foi feita neste sábado (22/08/2026), durante ato de campanha realizado em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, com a presença do candidato ao governo do Estado, Eduardo Paes (PSD).

Ao abordar o potencial competitivo do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva destacou o papel estratégico das fontes eólica, solar e do hidrogênio verde. Segundo o presidente, a disponibilidade de recursos renováveis é um diferencial para sediar data centers, setor que exige um fornecimento robusto de energia limpa para operar com eficiência.

Para alavancar o setor, o governo federal busca a aprovação do Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center). O projeto propõe a desoneração de tributos como PIS, Cofins e IPI sobre equipamentos fundamentais para a infraestrutura digital. A medida, originalmente lançada por meio de medida provisória em setembro de 2025, perdeu a vigência em fevereiro de 2026 sem passar pelo crivo dos parlamentares.

Atualmente, a proposta tramita como parte do PL 378 de 2026. Embora tenha avançado na Câmara dos Deputados, o texto encontra resistência no Senado, onde o governo aponta o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), como o principal responsável pelo travamento da pauta.

Durante o comício, que reuniu nomes como Janja, Benedita da Silva (PT), Pedro Paulo (PSD) e Eduardo Cavaliere (PSD), o presidente também elencou outras prioridades para um possível novo mandato. Entre os pontos citados estão o desenvolvimento de inteligência artificial capacitada para o idioma português, a exploração estratégica de terras raras e minerais críticos, além de um plano de reforço federal na segurança pública.

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