CÚPULA DO G7
Lula participa da Cúpula do G7 e busca diálogo sobre tarifas dos EUA
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca para a França neste domingo (13), onde participará como convidado do fórum das maiores economias industrializadas. A expectativa é que o mandatário brasileiro dialogue sobre as recentes ameaças de taxação de importações por parte dos Estados Unidos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nesta domingo, 14/06/2026, para a cidade de Évian-les-Bains, na França, onde participará como convidado da Cúpula do G7, fórum que reúne sete das maiores economias industrializadas do planeta. Esta marca a décima vez que o presidente Lula participa do encontro, demonstrando a relevância do Brasil em discussões globais ao longo de seus mandatos. Os membros plenos do grupo são Canadá, Estados Unidos (EUA), Reino Unido, França, Itália, Alemanha e Japão, com a União Europeia (UE) presente como membro institucional.
A presença de Lula acende a expectativa por possíveis diálogos com o presidente dos EUA, Donald Trump. A ocasião se dá em um momento de renovada tensão diplomática, após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) indicar a possibilidade de taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras. O relatório do USTR, resultado de uma investigação de um ano, acusa o Pix de prejudicar "injustamente" empresas americanas de serviços de pagamento eletrônico, como MasterCard, Visa e WhatsApp Pay, além de alegar "práticas desleais" no comércio.
Até o momento, não há confirmação de uma reunião bilateral entre Lula e Trump, o que seria a segunda no espaço de pouco mais de um mês, após o encontro na Casa Branca em maio. Na ocasião, os governos se comprometeram a buscar uma solução para o impasse das tarifas e a investigação comercial. "Com os Estados Unidos os contatos seguem, por enquanto é o que eu posso dizer, e que estão em andamento de uma forma intensa", afirmou o embaixador Philip Fox-Drummond Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Outro ponto sensível na agenda de Lula será a relação com a União Europeia. Há uma semana, o bloco oficializou a proibição da importação de carnes, tripas, peixe e mel do Brasil, com veto previsto para entrar em vigor em 3 de setembro. A decisão, publicada no Diário Oficial em 5 de junho, causou surpresa e preocupação, especialmente por ocorrer pouco após a entrada provisória do acordo comercial Mercosul-UE. O embaixador Philip Fox-Drummond Gough indicou que o tom da discussão será de "preocupação por esses últimos desdobramentos e ver o que a gente pode fazer para resolver as questões".
Em contrapartida, um encontro já confirmado é com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. Este será o primeiro contato oficial entre ambos, com expectativa de abertura de negociações para um futuro acordo do Japão com o Mercosul. A cúpula, presidida pela França, ocorrerá de 15 a 17 de junho e contará com a participação de outros países convidados, como Índia, Quênia, Coreia do Sul e Egito. Uma reunião com o presidente francês Emmanuel Macron também é provável.
Durante a Cúpula, Lula participará de três sessões deliberativas. No dia 16, discursará sobre parcerias internacionais para o desenvolvimento, defendendo a ampliação da Assistência Oficial ao Desenvolvimento (AOD) para países vulneráveis. No dia 17, abordará o crescimento econômico equilibrado e a necessidade de reforma da governança global em instituições como a OMC e a ONU. No mesmo dia, a comitiva brasileira discutirá Inteligência Artificial (IA) em um almoço.
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