LULA NO G7

Lula no G7: presidente afirma não ter pedido reunião com Trump e critica interferência em eleições brasileiras

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump em conversa rápida.
Lula e Trump conversam rapidamente durante a cúpula do G7.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rechaça declarações de Donald Trump sobre o processo eleitoral do Brasil e detalha negociações comerciais entre os países. "Trump fala muito e ouve pouco", disse.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira, 17/06/2026, que não solicitou uma reunião bilateral com Donald Trump durante a cúpula do G7 na França. A decisão de não buscar o encontro partiu de Lula, que apontou que Brasil e Estados Unidos ainda estão em negociação sobre tarifas comerciais. A declaração ganha relevância ao abordar a interferência de potências estrangeiras em assuntos internos do Brasil, reforçando a soberania nacional e o respeito ao processo democrático.

Ao ser questionado sobre declarações de Trump a respeito do cenário político e eleitoral brasileiro, Lula foi enfático ao afirmar que o norte-americano precisa "aprender com as eleições civilizadas" do Brasil e que não deve se intrometer no processo eleitoral do país. Para o presidente, as críticas de Trump à política brasileira demonstram desconhecimento sobre a realidade do país, afetando a percepção internacional e a dignidade da nação.

"Os EUA poderiam aprender com o Brasil, de ter eleições mais leve, mais tranquila e menos conturbada. Não tem país no mundo com sistema de eleição como o nosso, que a gente já sabe resultado em 27 estados, não fica como no século passado com voto no papel, a gente não fica. Se tem alguém que tem que aprender com eleições civilizadas no Brasil é o meu amigo Trump. Na próxima vez [que encontrar Trump], vou levar a urna eletrônica pra mostrar como ela funciona", declarou Lula, destacando a segurança e eficiência do sistema eleitoral brasileiro.

O presidente também classificou a atitude de Trump em relação ao Brasil como "uma coisa desaforada", ressaltando que o ex-presidente "fala muito e ouve pouco". Lula explicou que a ausência de um pedido de reunião bilateral se deu justamente pelas negociações comerciais em andamento. Ele enfatizou a disposição do Brasil em combater o crime organizado, mencionando que armas apreendidas pela PF são originárias de Miami, e que o diálogo formal sobre o tema já foi entregue por escrito.

Segundo o petista, esse tipo de debate em fóruns internacionais, quando conduzido de forma unilateral, pode se tornar repetitivo e ineficaz. Ele observou que, ao chegar a esses eventos, as demandas de outros países convidados já podem ter sido preteridas diante de documentos oficiais já aprovados pelo grupo principal.

Lula e Trump conversam rapidamente durante a cúpula do G7.

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