MEMÓRIA NACIONAL
Lula institui Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19
Lei homenageia mais de 700 mil brasileiros falecidos; cerimônia no Palácio do Planalto nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, marca a sanção.
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, o Projeto de Lei 2.120/2022, que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A decisão, tomada em cerimônia no Palácio do Planalto, busca homenagear as mais de 700 mil vidas brasileiras perdidas para a doença e reforçar a defesa da ciência e da vida, visando a prevenção de futuras pandemias.
A data escolhida para a celebração anual é 12 de março, remetendo ao registro da primeira morte por coronavírus no Brasil, no início da pandemia.
De autoria do deputado Pedro Uczai (SC), líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara, e relatado pelo senador Humberto Costa (PT-PE), o projeto foi aprovado pelo Senado em 15 de abril de 2026.
Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a nova legislação é fundamental para promover debates contínuos sobre o que é necessário para evitar futuras crises sanitárias. Padilha salientou que o trágico número de mais de 700 mil mortes de brasileiros poderia ter sido evitado, caso o Brasil tivesse, à época, “um presidente que defendesse a vida e a ciência” na Presidência da República.
O deputado Pedro Uczai reforçou a relevância da data: “Viva 12 de março como denúncia, mas como anúncio de novos tempos, de preservar a vida e de nunca mais viver o que vivemos”.
A primeira-dama, Janja da Silva, visivelmente emocionada durante a cerimônia, compartilhou a dor pessoal da perda de sua mãe, Vani Terezinha Ferreira, para a Covid-19. Janja expressou que, embora estivesse “preparada” para a possibilidade de perder a mãe para o Alzheimer, a doença não “arrancou” sua vida, mas sim o coronavírus.
Janja também dirigiu críticas a apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que endossam a marca Ypê. Sem apresentar provas, esses indivíduos alegam que o governo atual estaria “perseguindo” os controladores da empresa. “Até quando a gente vai ver gente bebendo detergente contaminado? É muita ignorância”, afirmou a primeira-dama, referindo-se a desinformações sobre a pandemia.
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